quarta-feira, 18 de maio de 2016

Faça Bonito! Ajude no combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

COMBATE A VIOLENCIA E ABUSO SEXUAL INFANTIL
Por todo o país, uma série de atos e manifestações públicas lembrando o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. 

Hoje, 18 de maio, foi o dia escolhido para sensibilizar a sociedade e estimular as pessoas a denunciarem/revelarem situações de violência sexual, bem como criar possibilidades e incentivos para implantação e implementação de ações de políticas públicas capazes de fazer o enfrentamento dessa violação.

A escolha da data se refere a 18 de maio de 1973, quando Araceli Cabrera Sanches, uma menina de oito anos, foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta em Vitória (ES) por membros de uma tradicional família capixaba. Apesar de diversas pessoas terem testemunhado o crime, não houve denúncia e o caso ficou impune.

Segundo a Campanha Faça Bonito, a violência sexual praticada contra a criança e o adolescente envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade quando se considera as relações de geração, de gênero, de raça/etnia, de orientação sexual, de classe social e de condições econômicas. Nessa violação, são estabelecidas relações diversas de poder, nas quais tanto pessoas e/ou redes utilizam crianças e adolescentes para satisfazerem seus desejos e fantasias sexuais e/ou obterem vantagens financeiras e lucros. 

Nesse contexto, a criança ou adolescente não é considerada sujeito de direitos, mas um ser despossuído de humanidade e de proteção. A violência sexual contra meninos e meninas ocorre tanto por meio do abuso sexual intrafamiliar ou interpessoal como na exploração sexual. Crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, por estarem vulneráveis, podem se tornar mercadorias e assim serem utilizadas nas diversas formas de exploração sexual como: tráfico, pornografia, prostituição e exploração sexual no turismo.

Normalmente, quando ocorre a violência sexual, outros direitos da criança também já foram violados, passando por episódios de violência física e psicológica, segundo Childhood, Organização da Sociedade Civil que trabalha para influenciar a agenda de proteção a infância e adolescência no país. 
Nós podemos fazer mais do que imaginamos por nossas crianças. Como? Conversando, orientando, zelando e denunciando quando em qualquer situação, a violência sexual. 

Tratando o assunto dentro de casa, de forma clara e sem tabus. Fazendo uma ponte entre a criança e você. Não aceitando, por exemplo, que uma criança desconhecida seja explorada. Tomando conhecimento do problema, divulgando e denunciando. 

Nós podemos fazer a diferença na vida dos nossos filhos e na vida de milhares de crianças. 

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