terça-feira, 20 de outubro de 2015

Saiba como alguns pais fogem do consumismo infantil e ensinam sobre finanças.

Faz pouco tempo que tratamos aqui sobre o consumo excessivo das crianças e jovens. É um tal de querer comprar isso e aquilo que muitas vezes parece que vamos enlouquecer. Já vimos que nem sempre ceder aos pedidos é a melhor solução. Mas como lidar com o consumo excessivo e ainda ensinar no dia a dia?
MEU BOLSO FELIZ
Convidamos as mães Camila Santos e Viviane Vivaldi para contar como conduzem esse assunto com seus filhos.

Camila Santos, mãe da Julia de 9 anos e da Marina de 4, conta que envolve as filhas na rotina financeira da família.

"Estimulamos que elas procurem produtos no mercado, que vejam os preços, comparem e principalmente, que avaliem se precisam ou não daquilo. No shopping, por exemplo, antes de sairmos de casa elas são avisadas sobre o que vamos fazer e se poderão ou não escolher algo para comprar naquela ocasião. No mercado sabem que podem escolher um item que queiram. Isso também evita que encham o carrinho de doces e que aprendam a usar critérios de escolha. Quanto assistem a uma propaganda de brinquedos, elas até pedem, mas vamos nas lojas, olhamos, comparamos preços e muitas vezes elas mesmas percebem que não vale a pena e acabam optando por investir o dinheiro num passeio, por exemplo. Quando querem algo que não está nos nossos planos, incentivamos que criem uma meta e poupem para realizar. Normalmente o que compram com o dinheiro próprio valorizam muito mais."

Viviane Vivaldi, mãe do Raul de 9 anos e da Giulia de 6, acredita que a conversa é a melhor solução para ensinar sobre finanças e consumo. Mostrar as diferenças da realidade de outras pessoas é uma forma de valorizar o que eles já possuem.

" Evito leva-los ao supermercado para que não tenham vontade de consumir produtos com pouco valor nutritivo e que pesam no final da compra. Quanto aos presentes, não são muito frequentes. Presenteamos em datas especiais como aniversários, Natal, Páscoa e Dia das Crianças. Fora isso, presentes não existem. Também não costumo estipular prêmios extras de reconhecimento. Quando quero reconhecer uma desempenho escolhemos um programa divertido que inclua todos nós. Não existe receita de bolo para conduzir o assunto de dinheiro e consumo. Cada caso é um caso e cada fase deles, um novo desafio".

Nós também driblamos o consumo aqui em casa, conversando e ensinando a consumir melhor. Por isso, também determinamos em que momento podem comprar, qual o valor podem gastar e explicamos que nem sempre o que os amigos compram nós precisamos comprar também. Lógico que na hora nem sempre as crianças aceitam, mas acabam entendendo e concordando.

Com tantas ofertas no mercado, propagandas e novidades entre os amigos é inevitável que nossos filhos não tenham vontade de consumir produtos e serviços, mas podem aprender a fazer o melhor uso do dinheiro e pensar antes de consumir.

E aí na sua casa, alguma dica para driblar o consumo excessivo das crianças e jovens? Conte pra gente!
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