quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Violência. Como encontrar uma saída?

Estou desde ontem pensando num tema bacana, divertido e colorido para postar aqui. Passeamos na praia, mergulhamos na piscina, preparamos deliciosos geladinhos de frutas, experimentamos saborosos quitutes, conversamos e demos muitas gargalhadas. Mas no fundo, meu coração de mãe estava apreensivo. Por poucos instantes que ligamos o noticiário ou abrimos um jornal, além de imagens de lindas praias lotadas e previsão do tempo para mais um dia de calor, a violência sempre ganha o espaço nas manchetes.

Estamos em férias e isso deveria ser motivo de sobra para estarmos felizes. E estamos. A vida é feita de altos e baixos, momentos bons e ruins, mas como não sentir a dor de famílias que estão perdendo seus filhos para a violência urbana?
Imagem: Diário Catarinense

Hoje, além de Luciane Dalcema, mãe do jovem atleta Ricardo dos Santos, outras mães estão chorando a perda de seus filhos. Crianças, jovens e adultos estão na mira da violência. Não importa quem você é, onde mora, quantos anos tem e o que faz. Não importa o que fez. Porque fazendo ou não fazendo algo, qualquer um de nós pode ser a próxima vítima.

Até quando vamos aceitar que o nosso país se transforme em um país de ninguém? Onde estão as nossas leis? Que leis são essas? Para que servem? Até quando vamos desligar a tevê, virar a página do jornal e seguir em frente? São muitas perguntas sem respostas. Para quem fica é muito duro seguir em frente. 

Ricardo dos Santos não era meu amigo, não era meu conhecido, mas era um jovem ídolo do Surf, amigo de meu irmão, conhecido de meus pais. Hoje a dor toma conta da pequena Guarda do Embaú, lugar onde passei muitas férias de verão e onde todos descrevem como sendo o paraíso. Todos com um sentimento de indignação.

Que possamos aprender com a determinação desse jovem atleta, que essas famílias encontrem o conforto e que nós possamos encontrar uma saída.
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