sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Menos celular, mais atenção.

Com o avanço da tecnologia, fica difícil se distanciar do celular. Não é tão difícil desconectar do computador, mas saímos com o celular pendurado no corpo. Basta ficar ser acesso a internet que já estamos surtando. Parece que falta alguma coisa., não apenas porque ele nos mantém próximo  do trabalho, dos grupos de amigos, mas porque nos ajuda a resolver uma porção de coisas. Consultamos mapas, atualizamos o noticiário, encontramos telefones de médicos e restaurantes. Mas o quanto esse aparelho pode estar nos tirando do ar? Presente de corpo, mas ausentes da atenção?
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Vivo tentando desconectar meus filhos, mas tenho percebido que nós, os pais, custamos a nos desconectar. E é fato que a nossa conexão frequente interfere na atenção dada às crianças. Não precisamos de estudos e pesquisas, basta prestar atenção ao nosso dia a dia. Ensinar os filhos a saber esperar é bom, mas não estamos pedindo "espere" com mais frequência, porque estamos antenados na conversa do whatsApp, postando a foto no Instagram ou atualizando o facebook?
 
Acho que é um caminho sem volta. Mesmo defendo e me esforçando para praticar o tempo sem interferências, enquanto escrevo esse texto, meus filhos estão animados assistindo um filme e o celular continua aqui, ao lado.

Além de eu mesma perceber quando exagero, ao estar conectada ao celular, já ouvi dos meus filhos: "Mãe, olha pra mim, tô falando com você." Então, sei que não vou conseguir desligar essa maquinha sensacional, mas posso analisar se os meus "hábitos de conexão" estão sob controle e o que posso fazer para melhorar. Não gosto da ideia de que não tem volta, não tem jeito. Não! Posso e devo fazer a minha parte. Por isso criei umas regrinhas para seguir e estou colocando-as em prática.

1. Consulto o celular em intervalos mais longos. Se for algo urgente a pessoa liga.
2. Quando estou com meus filhos, tento manter o celular longe para mensagens, perto para ligações. Assim evito as famosas "olhadinhas".  
3. Analiso e escolho os grupos de conversa de  whatsApp que participo. Poucos grupos, menos chamadas, menos interferências.  
4. Para treinar meu cérebro a desconectar, continuo praticando outras tarefas sem o celular como: comer, cozinhar, correr, brincar e dormir. 
5. Quando preciso mesmo ficar grudada no celular, comunico às crianças que estou aguardando uma resposta ou consultando algo e realmente tento ser breve.
 
Então, se você acredita que também tem passado dos limites e quer melhorar, quem sabe pode fazer esse exercício comigo.  Talvez estamos dando atenção demais a algo que não seja assim tão emergencial e deixando que o celular roube nosso precioso tempo com as crianças. E quando elas crescerem e tiverem seus próprios aparelhos, será tarde demais para oferecer e exigir presença. Já me dei um cartão vermelho. E você?
Comentários
4 Comentários

4 comentários:

  1. Nota 1000 pro texto e análise da situação. Confesso que mereço cartão vermelho urgente.

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    1. Oi Carla, obrigada! Então vamos exercitar comigo. Bjs

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  2. Perfeito!! Estou nessa com você!!
    Obrigada por este texto maravilhoso que me fez refletir e admitir (porque no fundo eu já sabia) que muitas vezes meu aparelhinho "rouba" a atenção que eu deveria dar aos meus filhos. Começando o exercício já!!! ;-)

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    1. Que bom Alessandra! Vamos influenciar positivamente outras mães também, afinal, todos acabam ganhando mais atenção. Beijos

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