quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Desacelere, menos é mais!

Já falamos aqui sobre o excesso de atividades extraescolares e o quanto isso pode ser prejudicial para crianças e jovens. Muitos pais estão percebendo que deixar os filhos com algum tempo livre, seja para não fazer nada ou para escolher o que fazer, pode ser benéfico para todos. 

Estar ocupado o dia inteiro pode acarretar diversos tipos de problemas como: ansiedade, cansaço, falta de concentração, desinteresse, maus hábitos alimentares, insônia, sonolência e irritabilidade. Sem contar que estando sempre ocupada a criança pode sentir mesmo é a falta da companhia dos pais. Pode querer mesmo é ficar junto.

Muitas crianças e jovens têm pedido "socorro" para as famílias devido ao ritmo frenético que vivem hoje. E não é somente o excesso de atividades que os deixam estressados, mas os diversos estímulos que recebem ao longo do dia. O contato com o mundo virtual, TV e games também entram na vida da deles como uma atividade, sem que a gente perceba e compute. A cobrança por desempenhos excepcionais também é um fator que gera ansiedade e ocupa um lugar na cabecinha de cada um.
 
Cada família tem seu estilo de vida, mas é importante rever o dia a dia de cada um, como anda a saúde, a concentração, o sono, a convivência com a família e amigos, a diversão e os resultados na escola. Sentir se eles estão felizes com seu próprio estilo de vida. É preciso tempo livre para criar, extravasar, relaxar e até mesmo para valorizar o tempo e as próprias atividades.

Existe uma filosofia chamada "Slow Parenting" que defende que menos é mais. Menos atividades, menos consumo, menos coisas, menos pressa, menos cobranças, menos expectativas e mais tempo para ser feliz. E isso não significa viver lentamente, mas dar velocidade ao que verdadeiramente importa.

Está no ar a filosofia menos é mais. E você, o que pensa disso? Já parou para avaliar o que realmente vale a pena para seu filho, para você e para sua família? 
Comentários
4 Comentários

4 comentários:

  1. Espero que as crianças tomem em conta o SP tb, visto que elas estão tão informadas que é bem capaz de dizerem "mãe/pai, tenho de seguir com a estimulação para não estar atras do fulaninho". Ontem uma amiga soube que um menino bateu no seu filho, que compartilham a mesma classe e ambos têm 6 anos de idade.
    Olha a reação da mãe (pasme):
    - Rodrigo (mudei o nome), devolva o soco que ele te deu.
    - Mãe, não posso bater nele. Se eu fizer isso, fico marcado como mal exemplo no colégio e uma ficha e por ter comportamento violento.

    As crianças estão bem informadas, mas é preciso dosar como vc disse.
    bjs

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    1. É uma pena que muitos pais queiram resolver problemas e dificuldades dos filhos com orientações desse tipo. E isso é mais comum do que imaginamos. As crianças estão mesmo muito informadas e existe, desde muito cedo, uma competição de conhecimentos, poder e status. O mundo que vivemos é assim. Penso que precisamos ensinar nossas crianças valores e limites. Precisamos ensinar a fazer boas escolhas, levando em considerações não somente ela, mas os outros e o ambiente que vive. Abraços!!!

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  2. Gisa realmente gostaria de ser mais calma, mas tranquila, mas sou vulcão em forma de pessoa, sempre fazendo mil coisas, planejando isso e aquilo. Só desligo se estou dormindo.

    Depois quero que minhas meninas sejam calmas, como senhor?

    Mas tento me policiar para ser uma pessoa mais calma, mas encontra minha natureza.

    Tri-beijos Desirée
    http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/

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    1. Desirée, somos duas... e somos muitas. Mas se não posso ser mais calminha, mais tranquilinha... tento ser mais econômica, mais consciente quanto ao consumo, mais generosa com os outros, mais criativa nas escolhas... valorizo ficar em casa, cozinhar para a família, criar brincadeiras, ler, contar e inventar histórias... Vai dizer que você também já não encontrou nessa onda? Beijos

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