sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mesada - Aprendendo o valor do dinheiro

A mesada é um instrumento positivo para a educação das crianças. Ela permite o aprendizado do valor do dinheiro, preparando a criança para lidar com seu futuro financeiro, mas precisa ser bem administrada para que cumpra o seu objetivo, caso contrário pode virar um problema.

IDADE, VALORES E FORMA DE ADMINISTRAR
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Está circulando nas redes sociais uma maneira de administrar a mesada baseada em tarefas e comportamentos. Muitas pessoas elogiando e muitas criticando o método aplicado. Como sempre, somos a favor do que é melhor para cada família. Um técnica pode funcionar para nós e não funcionar para você. Pode ser uma boa ideia, mas adaptada ao seu jeito. O mais importante é colocar em prática instrumentos que nos ajudem na educação dos nossos filhos.
Mas como definir em que idade devemos dar a mesada ou semanada, qual o valor para cada idade e como administrar isso para que a criança aprenda de verdade a lidar com o dinheiro? Nós já praticamos a mesada (semanada) por aqui, mas fomos pesquisar melhor o tema para dividir essas informações com você.

Segundo especialistas a melhor idade para começar a receber a mesada é quando a criança começa a aprender contas de soma e subtração, assim vai poder entender sobre valores. Para os menores de 12 anos a semanada fica mais fácil de entender. Para cada idade devemos definir um valor diferente. Inclusive se os irmãos têm idades bem diferentes podem ganhar valores diferentes, se têm idades próximas os valores podem ser iguais. Com esses dois pontos definidos, basta conversar com  a criança e definir, junto com ela, como o dinheiro vai ser gasto. Depois é acompanhar o comportamento, orientando e incentivando as atitudes positivas.
 
Como o objetivo da mesada é o aprender o valor do dinheiro, ela deve manter sempre esse objetivo. Segundo o psicólogo Içami Tiba, que aborda o tema no livro Quem Ama, Educa!, a mesada não deve ser usada como instrumento de recompensa ou punição. Para ele o valor não pode variar de acordo com o comportamento da criança, cortando a mesada quando a criança for mal na escola ou aumentar o valor se ela fizer uma tarefa doméstica, por exemplo. A mesada deve se destinar aos gastos do dia-a-dia da criança e seus supérfluos como figurinhas, adesivos, canetinhas... Ficando de fora as despesas essenciais.

Acreditamos que para a mesada fazer realmente sentido precisamos nos policiar não oferecendo valores fora do combinado. Quando mantemos um critério em relação ao dinheiro, consumo, poupança a criança passa a entender melhor os ensinamentos.

Como Tiba, muitos outros especialistas defendem a importância de manter o objetivo da mesada. E você já pratica a mesada na sua casa? Mantém o foco no aprendizado do dinheiro ou acredita que ele pode ser associado a recompensas e punições de acordo com o comportamento e desempenho escolar? Conte pra gente!

Dicas de livros sobre finanças
Comentários
6 Comentários

6 comentários:

  1. Gisa parabéns pelo post, lógico que minhas menina não recebem mesada ainda (2 anos e 10 meses), mas adorei saber quando posso começar, acho que mesmo sem noção de dinheiro ano que vem vou dar um porquinho para cada uma delas, para elas começarem a guarda suas primeiras moedinhas.

    Já pensou aquelas coisas gostosas recebendo mesada, acho que vou chorar pois terei certeza que não terei mais bebês em casa.

    Tri-beijos Desirée
    http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/

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    1. Desirée realmente isso é verdade. Quando eles começam a fazer cálculos é porque deixaram de ser os nossos bebês. Aqui estamos na semanada dos 7 reais. É muito engraçado quando começam a fazer planos para gastar ou poupar. Muitas vezes duvidamos dos nossos próprios ensinamentos, mas quando mantemos o foco o aprendizado funciona. Beijos

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  2. Eu, como pedagoga, sou a favor da educação financeira desde cedo. Mas o que aquela tabela sugere é que comportamento se consegue atraves do dinheiro, e não através da transmissao dos pais. Se a criança tiver um mau comportamento, não haverá dinheiro que o faça melhorar. Ele vai se comportar melhor pra ganhar dinheiro mas aquilo ainda fará parte dele.
    Verônica
    Eu sou totalmente contra esse tipo de planilha.

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    1. Oi Verônica! Nós por aqui também acreditamos que educação financeira não deve estar associada a comportamento e desempenho escolar. Acreditamos que podemos trabalhar assunto de forma distinta. Obrigada por sua contribuição. Venha sempre comentar. Beijos

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  3. Acho muito importante e assim que Dan compreender melhor eu já quero começar a dar a semana pra ele.

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    1. Que bom Myriam! Eles se sentem responsáveis pelos seus valores. No começo vivem mexendo nas moedas, gastam em bobagens, mas depois começam a fazer planos. É muito legal! Beijos

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