segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A sociedade voltada para a família

A história da família sempre trouxe a mulher como a cuidadora dos filhos. Se não vivemos isso com nossas as mães, vivemos com as nossas avós. Cuidar dos filhos era tarefa única e exclusiva da mulher. Poucos os homens que participavam e dedicavam seu tempo aos filhos e a casa.

O tempo passou e o cenário mudou. A mulher foi assumindo a sua posição nos estudos e na carreira e deixando o cuidado dos filhos para outras pessoas: babá, empregada, berçário, escola. Passamos a viver quase que exclusivamente para trabalhar, ganhar, adquirir, consumir e pagar. Pai e mãe no mercado de trabalho, dedicando a maior parte do seu tempo à carreira.
 
SOCIEDADE VOLTADA PARA A FAMILIA MAE BACANA
 
Surgem as novas mudanças no cenário trabalhista conferindo direitos e garantias para as empregadas domésticas. Assistimos famílias inteiras num rebuliço para organizar documentos, cortar custos, dividir tarefas. Passamos a enxergar os afazeres domésticos e a profissional, com mais valor. 
 
Nesse cenário de mudanças nasce também o pai participativo. Participativo não somente com as contas da casa, mas com a casa. Participativo não só com a educação dos filhos, mas com os cuidados dos filhos.

Mas mesmo com tantas mudanças significativas, ainda percebemos que homens e mulheres têm se desdobrado para estar presente com seus filhos. São muitas as exigências, cobranças, tabus e dificuldades para fazer aquilo que deve ser feito: priorizar a família.
 
Hoje os casais têm tido a coragem de decidir por uma vida melhor para a sua família. Decidir quem trabalha fora, quem trabalha em home office. Quem leva na escola, quem busca no inglês. Quem vai na reunião de pais, que leva ao dentista. Quem cuida no dia de febre, quem precisa fazer uma viagem. 
 
Até os pais que vivem separados tem organizado suas viagens profissionais para permanecer mais tempo com os filhos, têm organizado a reunião para terminar no horário, têm reservado um dia da semana para almoçar juntos. Porque o tempo... o tempo passa. E lá na frente, não muito longe, vem o arrependimento por não ter sido presente. 
 
Isso não significa abandonar a carreira, deixar de viajar, esquecer as propostas profissionais, ser menos dedicado, não ser competente. O que precisamos é mudar o foco. Trabalhar é bom, é importante, é realizador, é necessário, mas não precisa engolir a nossa vida. É preciso que a sociedade ofereça condições para que trabalho e família andem juntos. É preciso flexibilidade para fazer e viver o que é importante, sem sofrimento, sem culpa, sem rótulos. Por que tudo tem que ser tão difícil? Será que não está na hora de aproveitarmos tantas mudanças positivas e cobrar o é nosso de direito: o tempo para viver cada coisa?
 
Nosso comportamento pode mudar a sociedade, mas é preciso postura. Precisamos contagiar as pessoas para olhar o tempo dedicado a família como ganho e não como perda de tempo. Empresas, líderes, chefes e governo precisam mudar, valorizar aquele que valoriza o seu bem maior: a família. Quem cuida bem da família, pode cuidar bem do trabalho.  
 
E você, acredita que podemos construir uma sociedade voltada para a família?
 
 
Comentários
8 Comentários

8 comentários:

  1. Não só acredito como acho super necessário.
    Para que a nossa sociedade melhore efetivamente é preciso que a sociedade se renda e dê grande importância à família.
    E os bons frutos dessa colheita não são só dos pais e familiares, o país inteiro ganha.
    Parabéns pelo post! Beijos.

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    1. Oi Julia, obrigada! Temos ainda muito para evoluir, mas podemos começar mudando nosso pensamento. Deixar de fazer aquilo que todos fazem e sem pensar. "Não tenho tempo para meu filho, paciência, ninguém tem. As reuniões no trabalho são assim mesmo, passam do horário e vivo correndo pra buscar meu filho." Muito da vida gira em torno do trabalhar, trabalhar, trabalhar, ganhar, consumir... Bom ter você aqui. Beijos

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  2. Gisa, que post bacana! Eu acho que esse é o único caminho para um futuro otimista. A família precisa ser o grande foco e certamente a maior participação dos pais se faz muito necessária. Eu vejo muito boa vontade deles se abrirem para isso e acredito que só assim a gente consiga equilibrar família x carreira. Ainda estamos caminhando a passos curtos mas acredito que vamos conseguir chegar lá. Bjinhos.

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    1. Oi Myriam! Que bom que gostou. Acho que é um tema que rende muita discussão. Empresas e governo precisam verdadeiramente comprar a ideia. Na teoria é muito fácil dizer que a prioridade é a família, mas na prática pais e mães passam trabalho para conciliar horários e tarefas profissionais e pessoais. E as leis não têm esse foco. Beijos

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  3. Gisa que lindo post, realmente família é base para uma sociedade melhor, precisamos arranjar tempo para nossos filhos( já que tempo é questão priorização).

    Delegar 100 % desses cuidados pode ser muito perigo.

    Tri-beijos Desirée
    http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada Querida! Acho que a grande maioria dos pais se desdobra para estar com os filhos, mas precisamos agora é caminhar para uma mudança mais profunda onde líderes de empresas e governo pensem de verdade que as pessoas precisam de tempo livre. Parece que criamos uma competição para ver quem trabalha mais horas por dia. O mais importante é o mais ocupado. E nessa loucura, todos perdem. E muito. Beijos

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  4. Acredito que seja necessário e essencial direcionar uma sociedade para o ser humano. A partir daí, focar sobre os que desejam formar ou não a uma família. Nem todos querem ser parte desse espectro familiar, muitos querem distância e são felizes. Onde trabalho, valoriza-se 100% o bem-estar da família até onde podem sem desequilibrar o eixo trabalho-casa. Mas ao mesmo tempo, quem não tem filhos aqui, vejo que se sentem meio que "fora do foco". Por exemplo, no dia dos pais ou das mães, há uma super celebração; e os que não tem filhos, chupam o dedo... A sociedade deve crescer para todos ;)

    Super bacana seu ponto de vista, dá "pano pra manga" rs

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    1. Também penso que a sociedade é para todos, mas quando pensamos na família, todos ganham. Ganham os que têm filhos e os que não têm. Se você tem filhos precisa de tempo para estar com eles. Se você não tem filhos precisa de tempo para estar com seus pais, com seus sobrinhos, com seu marido, com seu namorado, com seus amigos... Precisamos viver mais, correr menos. É tão bom saber que existem empresas que realmente pensam nisso. E certamente são muitas. Percebemos que existe também uma questão cultural. Alguns países respeitam o tempo do trabalho e o tempo do descanso. Saúde e a felicidade agradecem. Abraços!

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