segunda-feira, 3 de junho de 2013

Crianças francesas não fazem manha. Será?

Não há como negar que depois que temos filhos eles passam a ser a nossa razão de viver. Tudo muda: a mulher, o casal, a casa, o corpo, a carreira. Com todo amor que nos une, normalmente estamos cansados, a  casa está desarrumada, vivemos excessivamente preocupados, não temos mais tempo para estar sozinhos ou num momento romântico, enfim, tudo parece girar em torno dos filhos. Essa transformação é natural ou cultural?
 
Segundo Pamela Druckerman, autora do livro "Crianças francesas não fazem manha" - Os segredos parisienses para educar os filhos - essa transformação na vida da mulher, do casal é cultural.  
Pamela é jornalista americana e foi morar em Paris assim que se casou. Foi então que começou a observar o comportamento das crianças nos cafés, restaurantes, parquinhos e na casa de amigos e percebeu que esses momentos não são caóticos em que as crianças normalmente fazem birra, choram, brigam e reclamam da comida, especialmente dos legumes. O principal questionamento era: Qual a mistura de autoridade e relaxamento dos pais que faz com que as crianças francesas sejam tão comportadas, sem serem reprimidas e sem personalidade? Durante anos ela investigou as respostas a essa e outras perguntas que foram surgindo e associou a sua experiência, já que se tornou mãe em Paris.
 
Em "Crianças francesas não fazem manha" podemos encontrar um relato divertido, inteligente e fundamentado sobre esses segredos. Por mais que a autora compare seu jeito materno americano com o jeito francês, nosso jeito brasileiro é estampado a todo instante, já que temos muita influência da cultura americana.
 
Os pontos mais marcantes da obra de Druckerman, que podemos trazer para a nossa vida com os filhos, são o foco no sono, na espera, na alimentação e nos limites. Os franceses se dedicam a  ensinar os filhos que é preciso dormir a noite toda, saber esperar para ter o que querem (inclusive a atenção dos pais), experimentar todo tipo de alimento e estabelecer limites, que chamam de cadre -  Dentro dos limites firmes, muita liberdade.
 
Por mais que os incentivos e os cuidados do próprio governo contribuam muito com aspectos da educação e alimentação, é interessante descobrir como os franceses conseguem balancear a suas necessidades com as necessidades dos filhos, não deixando de ser participativos, carinhos e atentos. 
 
Fica a dica de uma leitura bacana para enriquecer ainda mais o universo materno. Se você já leu a obra de Pamela Druckerman, conte-nos o que achou. 
Comentários
16 Comentários

16 comentários:

  1. É muito bacana ver como a cultura direciona e transforma a educação de um filho. Mesmo as americanas têm diferenças enormes em relação a nós, mães latinas. E, provavelmente, entre as latinas também há diferenças.
    Estou lendo O Grito de Guerra da Mãe-Tigre e o entendimento das orientais é o oposto do nosso, chegando, muitas vezes, a chocar. O mais legal é poder aprender com essas experiências e achar o nosso caminho de educar e de amar!
    Beijos

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    1. Oi Pati! O que acho válido nessas leituras é que nos fazem pensar a respeito do nosso jeito, do nosso comportamento. Gostei da dica do livro O Grito de Guerra da Mãe-Tigre. Vou procurar. Beijos

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  3. Gostei da dica do livr0 muita paz no seu coração
    www.samukatraquinablospot.com.br espero sua visita obrigada

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    1. Que bom que gostou. Vale a pena conferir. Pode deixar que vou fazer uma visita. Será um prazer. Abraços.

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  4. Esse livro esgotou em Manaus...mas estou muito curiosa e quero ler para entender essas diferenças! Quando li a entrevista da autora na revista Veja, achei o embasamento dela bem coerente.
    Beijos!

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    1. Oi Myriam, comprei esse livro há alguns meses. Gostei da forma que ela avalia as práticas francesas e questiona seu próprio modelo de educar, mas não tomando isso como as melhores práticas do mundo, entende? No final do livro ela ainda questiona muito o excesso de autonomia que os franceses dão para as crianças. Venha pra Curitiba que empresto o livro pra você. É bem pertinho! risos. Beijos

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  6. estou lendo e adorando! estou pesquisando bastante entre leituras e conversas c/ quem já é mãe, pois quero fazer do meu felipe um homem digno (estou grávida de 7 meses)!

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    1. Oi Deza! Que bom ter você por aqui. Sejam bem vindos, você e o Felipe. Vamos continuar conversando. Um beijo.

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  7. Nossa Deza! Eu também tenho essa preocupação, fazer do Heitor um homem digno !!! Gisa, comecei a ler esse livro hoje e estou gostando muito, quando estiver mais avançada eu faço meu comentário. Bjs

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    1. Olá! Que bom que gostou. Existem muitos livros que nos fazem ver as coisas sob outro ângulo. Acho que devemos tirar o máximo de proveito disso. Fora que ler relaxa, não é? Beijos e obrigada pela visita.

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  8. Olá, vou ver pai em breve (de uma menina), e me deixa em dúvida como criar a minha filha, em como fazer o equilíbrio entre controle e liberdade. Estou lendo este livro, li aproximadamente a metade. O que me chamou a atenção é o "cadre", gostei muito dessa ideia de liberdade com limites. Não tem como se encantar com a educação do sono e o esperar. Ideias que para mim são utilizáveis na nossa realidade, sem privar a criança dos prazeres de ser criança.
    Gostaria do depoimento de vocês sobre os métodos, quem utiliza ou pretende utilizar, como fizeram isso?, funciona?
    Pelo visto sou o primeiro representante "paterno" nesse estudo. kkkkkk

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    1. Olá Hingro! Que bom ver os pais por aqui. E olha que eles estão se multiplicando. Sou aquela mãe que adora a participação dos pais e tenho que vibrar com isso! Também gosto da liberdade com limites. Criança precisa dos limites para se sentir segura, protegida. Posso falar por experiência educando dois meninos que já estão com 7 anos. Sempre demos liberdade para criar, brincar, bagunçar, correr... mas sempre deixando claro até onde é seguro ir. Quanto ao sono, criamos uma rotina de alimentação que levou a rotina do sono. Tudo acabou acontecendo de forma natural, sem deixar chorar, sem sofrimentos. Hora pra comer, hora pra tomar banho, hora pra dormir. Por aqui a família toda ganhou com isso, não só as crianças. Agora saber esperar não é fácil e precisamos nos policiar. Somos muito imediatista hoje em dia e a tendência é transformarmos nossos filhos em pessoas ansiosas demais. E assim vamos em frente, tentando melhorar a cada dia. Venha sempre! Um grande abraço.

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