sexta-feira, 26 de abril de 2013

Lei das Empregadas domésticas - Mudança de comportamento nas famílias, nas empresas e na sociedade.

As mudanças na lei das Empregadas domésticas continua com forte discussão. Algumas questões precisam ser avaliadas e votadas, mas o principal já foi legalizado. O empregado doméstico é um profissional com direitos garantidos por lei. Temos assistido a muitos debates sobre custos e demissões, mas uma coisa é certa: famílias, empresas e sociedade precisam mudar.  

Precisamos de uma lei para chegar a conclusão que o trabalho doméstico tem um custo? É preciso alguém para realiza-lo. Agora essas mudanças vão trazer um novo olhar sobre as atividades que eram desenvolvidas somente pelas mulheres e trazer à tona o debate sobre papéis de homens e mulheres na família: presença e participação. 
 


Imagem


Independente de algumas famílias decidirem demitir a babá e assumir os cuidados com os filhos ou bancar os custos e manter a profissional, será necessário dedicar mais tempo à família. Se homens e mulheres trabalham fora temos aí a grande oportunidade de repensar os exageros  que cometem a maioria das empresa em praticar e valorizar cargas horárias de 10h, 12h.. de trabalhos diários. Todos precisam dedicar mais tempo à suas famílias. Não apenas o subordinado, mas também seu superior. Será preciso um amadurecimento empresarial.
 
A sociedade precisa aceitar que, independente de classe social, profissão ou função, todos querem ter seus direitos garantidos. Dessa forma, todos precisam pensar diferente em prol de uma sociedade mais justa com quem tem família para cuidar. Patrão e empregado têm famílias e precisam dedicar tempo a elas. Será preciso um amadurecimento da sociedade.
 
É maravilho pensar que tanto as mulheres quanto os homens possam dividir as tarefas domésticas e a dedicação à família. Sair mais cedo ou chegar mais tarde para levar o filho ao médico, por exemplo, são tarefas normais que precisam ser realizadas sem culpa. Será que essas mudanças podem nos levar a construir a um cenário mais leve para as famílias?
 
E você, acredita numa mudança de comportamento? Qual o cenário familiar/empresarial e social gostaria de encontrar daqui há alguns anos?
Comentários
4 Comentários

4 comentários:

  1. As mudanças vieram para romper os últimos resquicios da exploração dessa mão de obra. As adaptaçoes por aqui foram feitas e acho muito positivo! Bjs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se cada um de nós fizer a sua parte. Tudo fica bem para todos. Beijos

      Excluir
  2. Fizemos as devidas adaptações aqui (na verdade, já respeitavámos a jornada de trabalho de 8 hrs, com raras exceções de ultrapassar meia hora, no máximo 1 hora). A babá da minha filha não trabalha aos sábados (e mais tarde, qdo o meu caçula nascer, será sistema de Sábado sim, Sábado não).

    Sempre fui super tranquila com relação a horário, se precisa chegar mais tarde (ou sair mais cedo) para resolver algo eu libero numa boa, por mais que isso acarrete em encerrar meu trabalho mais cedo (estou trabalhando em sistema Home Office, mas como a empresa é minha, tenho uma certa flexibilidade).

    Acho que foram direitos importantes conquistados, espero que com isso, os pais se aproximem mais dos seus filhos, se dediquem a ficar mais tempo com eles, tento mais tempo para brincar, conversar e conhecer seus filhos.

    O FGTS vai pesar um pouco financeiramente, mas é um direito que, como todos nós trabalhadores, tb gostamos de ter direito, então, bora se apertar um pouco e fazer o que manda a lei. Não custa nada! São profissionais importantes na relação familiar (principalmente para quem trabalha). Espero que isso gere mais valorização e qualificação da mão de obra!

    Vemos tantos, mas tantos ABUSOS de patrões com as babás que agora é a hora dessas pessoas reverem seus conceitos e pensar que elas são humanas, tem família, direito a folga e a uma vida. Que os patrões pensem nisso! Excelente post Gisa!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não é o fim do mundo e sim um novo mundo! Obrigada por seu depoimento. Beijos.

      Excluir