segunda-feira, 1 de abril de 2013

Como encontrar e manter uma babá?

Está cada vez mais difícil encontrar uma babá. As mudanças no cenário econômico do país tem oferecido diversas oportunidades aos trabalhadores em outras profissão e, nesse cenário, muitas babás, assim como muitas empregadas domésticas, estão optando por horários mais flexíveis, estudar e passar mais tempo com suas famílias.

Quem tem filhos tem que escolher entre coloca-los em escolas em período integral ou deixa-los meio período com os avós. Nem sempre a família pode bancar os custos da escola integral ou qprecfere que seu filho fique em casa durante um período do dia. E aí entra a figura da babá.
 
Mas como escolher a pessoa que vai cuidar, brincar, alimentar e criar laços com seu filho? Como definir as regras de convivência? Como não misturar o lado profissional com o lado afetivo? Como fazer o desligamento?
 
Imagem
 
Existem duas formas de encontrar uma babá: através de agência ou por indicação de um conhecido. Através de indicação você tem referências de como a profissional trabalha. Mas quando ninguém indica, procurar uma agência é a única alternativa e quando não temos experiência nesse mercado acreditamos na idoneidade da empresa. É preciso  buscar também informações sobre a agência. Quais os requisitos ela exige da profissional: documentos, treinamento, referências...  
 
Independente da opção escolhida é preciso entrevistar a profissional, por isso monte um roteiro com os questionamentos que achar interessante. Peça que conte onde nasce e morou, um pouco sobre sua família e sua experiência. Procure saber se ela tem alguma especialização, em primeiros socorros por exemplo. Muitas vezes a profissional não tem especialização, mas tem uma enorme vontade de aprender. Você pode disponibilizar o treinamento que deseja ou ensinar se já dominar o assunto. Algumas babás chegam a ter especialização em higiene, nutrição, shantala e até recreação, acredite!
 
Depois de escolhida a profissional é hora de marcar um contato com a criança. Afinal ela é o "cliente" nessa história. É importante fazer isso depois que você tenha eliminado as primeiras etapas para não tomar decisões precipitadas. Nesse momento observe, além do comportamento da profissional, o comportamento da criança. A criança pode definir a contratação.
 
Antes da contratação definitiva é bom definir, junto com a babá, quais as exigências da função. Sempre respeitando os direitos trabalhistas. Um contrato de trabalho, inclusive doméstico, deve delimitar o que é aceito e o que não é aceito pelo empregador. Faltas, atestado médico e atrasos geram muito conflito e precisam ficar bem claros desde o início da relação. E discriminação tem que ficar fora dessa relação. Quando respeitamos damos o exemplo e somos respeitados. Isso ajuda a não misturar o lado profissional com o afetivo. Tem espaço para ambos. 
 
Depois do contrato estabelecido começa a convivência e as dificuldades de relacionamento. O mais importante é conversar sempre. Se, mesmo levando em consideração a carga afetiva nessa relação, soubermos tratar essa profissional como uma profissional, tudo fica mais fácil. No dia de pagamento, por exemplo, ela pode receber um feedback de como o seu trabalho está sendo visto pelo empregador. Chamadas de atenção não precisam ser negativas. Depende da forma que as colocamos. E elogios são muito bem vindos e, quando sinceros, conferem segurança para seguir em frente, estimulando atitudes proativas.
 
Muito cuidado com os documentos de registro, recibos e horas extras. Se você não domina o assunto vale contar com a ajuda de um contador. Inclusive na hora do desligamento. Faça uma pasta com tudo e organize mês a mês.
 
E quando chega a hora de interromper o contrato de trabalho pode haver um clima ruim. Procure não deixar sua insatisfação ser motivo de ofensas, punições e frieza. Se os motivos da demissão não forem graves, procure explicar os motivos do desligamento, agradecer pelos serviços prestados até o momento e explicar detalhes e valores da rescisão. A clareza pode evitar reivindicações futuras.
 
Mas nem sempre o desligamento é baseado em problemas. Tudo que começa um dia acaba e a relação trabalhista é assim. Os filhos crescem, a profissional mudar de cidade ou a mãe mudar de profissão. Existem diversos motivos que podem levar ao desligamento de comum acordo. Apesar de difícil é mais tranquilo. Nesse caso também é importante clareza. Direitos e valores a receber podem ser motivos de dúvidas por parte da babá. Nada melhor que se colocar à disposição para esclarecer tudo mesmo após o término do contrato.
 
Muitas babás tem a amizade da família depois que deixam o trabalho e continuam visitando as crianças. Isso é uma relação saudável. Há quem diga que empregado é empregado, mas não acredito numa relação fria com uma pessoa que dedica horas do seu dia aos nossos filhos. É uma relação diferente e pode ser maravilhosa. A boa relação depende das duas partes e o respeito é o grande parceiro, podendo perfeitamente começar por quem emprega.
 
E você, tem alguma dica de como ajudar as mães a encontrar e manter uma profissional bacana? Conte pra gente.  A experiência vale muito.
 
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Olá Gisa!
    Estou conhecendo o seu blog, muito bom! Parabéns! Estarei acompanhando...
    Ao ler o post, penso que a melhor referência para a babá é através da indicação, mas mesmo assim, é interessante fazer um "processo seletivo" e entrevistar as candidatas para tentar conhecê-las e ver se elas tem o perfil para ficar com nossos filhos. Isso é muito importante!
    É muito bom mesmo quando a relação é boa, gera mais confiança para todos!
    Beijos,
    Larissa Andrade.

    http://maternidadeecotidiano.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Oi Larissa! Que bom ter você aqui. Continue participando. Beijos

    ResponderExcluir