terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Muito tempo em frente a TV?

Assistir ao um bom filme, acompanhar o seriado favorito e avançar nas etapas do videogame são, sem dúvida, atividades divertidas para todas as crianças em qualquer faixa etária. Mas nas férias essas atividades podem se tornar um exagero. 

A exposição excessiva ao televisor prejudica a atividade intelectual da criança. Existem diversos estudos que comprovam isso, como o da Universidade de Amstendã, na Holanda e da Universidade de Lowa, nos EUA. Basta consultar revistas, periódicos e internet que encontramos muito sobre o assunto. 

O contato com as tecnologias trazem benefícios para o desenvolvimento cognitivo, ajudam na memória, no raciocínio lógico e na atenção, sem contar que desenvolvem habilidades de estratégia e tomada de decisão, mas podem ter o efeito contrário quando passam dos limites. Podem causar transtornos de déficit de atenção, hiperatividade, sedentarismo e dificuldade de socialização.




E qual é o limite? Quando observamos "a nossa criança" conseguimos descobrir o limite. Especialistas dizem que o tempo máximo é um hora. Tudo bem que nas férias podemos e devemos relaxar, mas existem diversas outras atividades. No "meu laboratório", com dois meninos apaixonados por tecnologia, mudo as estratégias quando as coisas não vão bem, mas sigo fiel no que acredito que ajuda. 

Quando dividimos a TV com os filhos fica mais fácil controlar o uso. Compartilhar a TV estimula a participação de todos na escolha da programação e desenvolve o respeito pelo gosto de cada um. Ficamos mais tempo juntos e podemos avaliar melhor o que as crianças (e nós assistimos). Não instale TV no quarto da criança.

Se os pais ligam a TV a todo instante, os filhos desenvolvem a mania de TV ligada. Por isso precisamos impor limites a nós mesmos antes de definir as regras para as crianças. Dê o exemplo sabendo usar a TV.

Quando experimentamos o que as crianças assistem e jogam podemos sentir na pele a emoção e as consequências dos exageros. Ficamos empolgados, nos divertimos, mas também ficamos exaustos e irritados. Avaliar os programas e jogos é o melhor caminho para argumentar. Se não faz bem para a criança é hora de "cortar". Os excessos e os conteúdos podem sim ser prejudiciais e a criança deve saber o por quê das nossas atitudes. Experimente, participe e explique. 

Brincadeiras como jogos de tabuleiro, banho de piscina e mangueira, leitura, idas ao shopping, cinema ou museu, passeios de bike, skate, patinete, piquenique no parque, ida na casa de amigos, partidas de futebol, pintura, culinária... É preciso empenho e equilíbrio nas atividades.

Pode contar que não é fácil! Por mais que você se empenhe as tecnologias são tentadoras e vão existir momentos de tensão. Já cheguei a cortar o uso por dias e até semanas. É duro, mas funciona! Afinal, quem quer ficar de fora? 

E você, tem alguma dica para ajudar a limitar o uso da TV? Venha nos contar.
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