segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Culpa materna, será que não exageramos?

A culpa é um sentimento normal, como qualquer outro. Quando sentimos culpa por algo, ficamos tristes, arrasados, chateados e isso pode consumir um dia inteiro de sofrimento. Mas não sentir culpa é que não é normal. Quem não sente culpa não tem a oportunidade de melhorar. A culpa nos ajuda a corrigir algo que fizemos de errado ou que não fizemos tão bem. Se não sentíssemos culpa tudo seria do nosso jeito e ponto final.  E o outro, como se sentiria? Como seriam os nossos relacionamentos?

Mas a culpa de mãe é o tema principal da maternidade. A culpa de mãe é dura. Culpa por não ter amamentado, culpa por não estar tão presente, culpa por não chegar antes do filho adormecer, culpa porque não pode comprar tudo que o filho deseja, culpa por não ter paciência nas horas difíceis, culpa pela inexperiência, culpa por ser rígida ou permissiva demais. É quase uma tortura.

É preciso aliviar essa tensão para se sentir mais feliz e realizada no papel de mãe. Quando sentimos culpa excessiva alguma coisa está errada. É preciso encontrar caminhos para aliviar esse sentimento e não deixar que ele tome conta de nós 


Bebe Abril

O primeiro passo é descobrir que tipo de culpa gera mais desconforto e tentar mudar a situação. Se você não pode passar tanto tempo com seu filho procure deixar outras coisas de lado e defina um momento só de vocês. Um momento sem interrupções e frequente. Quem trabalha o dia inteiro gostaria de estar com os filhos, mas quem está em casa em tempo integral, gostaria de estar trabalhando fora. É preciso encontrar o meio termo. 

Agora se a culpa é pela inexperiência, procure aprender o que acredita que precisa melhorar e não se torture. Procure não dar tanta atenção a opinião dos outros. Ninguém nasce sabendo cuidar de um filho, mas vamos amadurecendo.

Fez de tudo para amamentar, mas não foi dessa vez? Se a fase já passou não adianta sofrer só porque outras mães amamentaram. Cada uma tem os seus motivos e é preciso respeitar. Siga em frente fazendo outras coisas que acredita serem importantes.
 Não se culpe por não poder oferecer um padrão que não é o seu. Muitas vezes o brinquedo desejado que o amigo ganhou tem menos importância do que brincar na cabana que vocês dois construíram. A presença verdadeira tem mais significado do que um objeto material.

Se a falta de paciência com seu filho lhe causa culpa procure dedicar mais tempo para conversar antes de brigar e gritar. Muitas vezes não ouvimos as lamentações, as dificuldades e não permitimos argumentações. Mas se você perdu o tom, peça desculpas. Delegue ou elimine algumas tarefas e não fique com tudo nas suas costas. Quem sabe a sobrecarga de trabalho pode estar deixando você menos tolerante. 

Mas se a culpa é porque é rígida ou permissiva demais procure encontrar o meio termo. Peça ajuda para o pai da criança, definindo os limites juntos. Chamar à atenção demais pode ser chato, mas é necessário e isso não quer dizer que você não seja uma boa mãe. Os filhos esperam por limites.  

Nos culpamos num dia, mas podemos melhorar no outro. É importante que a criança saiba que a mãe é real. Quer acertar, mas também pode errar. Que culpa existe nisso? Nenhuma! Só pode ser culpado alguém que faz alguma coisa ciente que está errado e não quer melhorar.

E você administra bem esse sentimento?
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Acho que a culpa nasce com a mãe, sou das q se culpa pelos erros na amamentação. Já chorei muito, mas não adianta né? tento me perdoar, mas acho que nunca vou conseguir.

    BJs

    http://matheusmeucoracao.blogspot.com.br/

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