quarta-feira, 5 de setembro de 2012

E quando a febre vem... derruba a mãe também!

A vida é tão corrida que não dedicamos tempo às pequeninas coisas do dia a dia. Nossos filhos correm, gritam, cantam, brigam, choram e aprontam. Preenchem todo o nosso dia, toda a nossa noite, toda a nossa vida. Mesmo não querendo, ou não admitindo, inconsciente "reclamamos" de tantas atribuições. Ouvimos chamar "mãe daqui, mãe dali, mãe mil vezes ao dia". "Quero isso, quero aquilo, não quero nada". Repetimos inúmeras vezes, "desce daí, você vai cair, não faça isso". E quando não imploramos para que sosseguem um minuto, acreditando que o sossego vai nos conferir certa paz.
 
Abril
Aí, como quem não quer nada, calada, discreta e violenta, chega a tal da febre para deixar claro que alguma coisa está errada. Parece que vem dizendo: "Ei mãezinha acorda, seu filho vai lhe mostrar como é bom quando ele está falante e peralta. Corra que o calor está subindo".

Nessas horas a gente não sabe de onde, e de quem, emerge o calor. Apenas deseja ter a criança falante e peralta de volta à ativa. Tudo ao nosso redor não faz o menor sentido. Ficamos sem chão diante de um filho adoecido. Difícil não prometer: "Amanhã meu filho, a mamãe não vai ser tão dura, tão exigente, tão chata".

Mas diante da impotência a única saída, além de oferecer cuidado, vigília e amor, é acreditar que não podemos tudo e não sabemos de tudo, mas que sempre tentamos fazer o melhor. 

E isso já é tudo!

E você, já se sentiu assim?
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. E derruba mesmo! Toda mãe já deve ter sentido isso um dia. Rezamos para que tudo volte ao normal, com a casa bagunçada como antes!
    Beijo,
    Ju

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    1. Aí é que a gente vê como adora a casa bagunçada. Beijo

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