sábado, 16 de junho de 2012

Este post é candidato ao concurso “O melhor post do mundo da Limetree”. Por que queremos tudo?

Conjugamos esse verbo mais do que imaginamos. Enquanto adolescentes, queremos um namorado romântico, entrar na universidade e convencer nossos pais que sabemos de tudo.

Amadurecemos e continuamos querendo. Buscamos um cara bacana, para ter um relacionamento bacana. Queremos formar família e então, queremos os filhos. Continuamos querendo. Querendo ser a melhor mãe, sem deixar de ser a melhor profissional.

Queremos comprar, poupar, viajar, estudar. Queremos morar em outro lugar do mundo, falar outros idiomas e conhecer outras culturas. Queremos trocar de carro, trocar de celular, trocar de apartamento. Queremos uma roupinha da moda, um tratamento contra celulites e umas sessões de massagem. Queremos aproveitar o tempo livre com filhos, mas precisamos retocar as mechas e fazer as unhas.

Por falar em filhos, queremos a melhor escola, as melhores atividades extracurriculares e o melhor desempenho. Queremos largar o trabalho para ter tempo para os filhos, mas precisamos manter a diarista e a babá.

Queremos cuidar do espírito e também fazer alguma ação social, mas precisamos do tempo livre para finalizar aquele relatório, entregar aquele projeto ou simplesmente dormir.

Queremos tudo, o tempo todo. Vivemos um ciclo contínuo de querer, e querer bem. Não é uma "coisinha simplesinha" não. Queremos coisas boas e exigimos ao extremo da nossa mente, do nosso corpo e do nosso espírito. Não nos contentamos com resultados "mais ou menos", queremos resultados profissionais dos outros e de nós mesmas.

Silenciosamente nos perguntamos: "Será que minhas amigas vivem assim?" A resposta normalmente é: "Sim!" Sabemos quem trabalha mais, quem está feliz com a profissão e quem ganha mais. Quem trocou de carro, comprou um apartamento e viajou nos últimos meses. Comparamos os maridos, os filhos e as babás. Pensamos: Quem deve estar fazendo sexo, quem deve está ganhando os melhores salários e quem deve ter investimentos na bolsa? Sabemos quem cozinha melhor, quem tem menos rugas e quem está em forma.

Quando conversamos com outras mulheres percebemos que todas devem se fazer as mesmas perguntas. Será que existe algum prazer em atestar que os outros vivem da mesma forma que nós? Ou existe, oculta, uma competição para eleger quem tem mais ou menos sucesso?

Não estaríamos exagerando? Onde pretendemos chegar? Se é que existe algum lugar para chegar.

Nesse processo de busca incessante por "querer" não estamos deixando de eleger prioridade e de apreciar as pequenas coisas da vida?

Pensei e convido você a pensar sobre isso. Vamos "desencanar"? Vamos achar perfeito o que parece imperfeito?
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