segunda-feira, 21 de maio de 2012

Quando procurar uma fonoaudióloga?

Desde que meus filhos começaram a falar, percebi que ambos posicionavam a língua um pouco mais para a frente, passando pelos dentes. Principalmente quando falavam algumas palavras com "Z" e com "S". Acreditei que isso era decorrente da formação da arcada dentária. Perguntando ao pediatra e ao dentista, fui orientada a aguardar mais um pouco, já que não era considerado um problema. 

Os meninos cresceram e o hábito continuou. Isso não os impediu de aprender a falar e formar um ótimo vocabulário. Mas agora que estão na fase de alfabetização, isso pode atrapalhar. Uma das professoras nos orientou a procurar ajuda de uma profissional.

Foi então que procurei uma fonoaudióloga e descobri que o "hábito" é bem comum em crianças dessa idade, mas que eu poderia ter procurado ajuda bem mais cedo.
 

Eles já iniciaram os trabalhos e estão super animados. Explicamos que isso é comum com crianças nessa idade e que existem adultos que não fizeram esses exercícios e, por isso, falam assim até hoje. Os exercícios são repetitivos mais divertidos. São exercícios com balões, balinhas e movimentos com a língua. A dedicação da criança é super importante, mas uma profissional que desenvolva uma empatia com a criança é fundamental.

Foi então que pesquisei melhor sobre o assunto e descobri que a fonoudiologia estuda as funções neuro vegetativas (mastigação, deglutição e aspectos funcionais da respiração) e a comunicação humana. E que existem vários  motivos para ir ao fonoaudiólogo:

1. Quando se troca as letras. O "p" pelo "b" e o "f" pelo "s". Também quando tem dificuldades com a letra "l". Geralmente a professora é a primeira a identificar a dificuldade e é quem acaba orientando os pais a procurar o profissional;
2. Respiração. Se aprende a estabelecer um padrão de respiração;
3. A chamada "língua presa". Quando ao falar a pessoa deixa a língua passar pelos dentes;
4. Nos casos em que a mandíbula sofreu algum tipo de trauma. Surge a dificuldade na fala, dores e problemas para mastigar;
5. Para quem perdeu a audição pode ser trabalhada a comunicação;
6. Resistência da voz. Comuns em profissionais que usam muito a voz e ficam roucos no final do dia;
7. Nos casos em que o paciente sofre de disfagia. Dificuldade de se alimentar após uma cirurgia.

É, mais uma tarefa para a mãe encarar junto com seus filhos. Vamos em frente!

Informações retiradas do site Minha Vida.
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