quinta-feira, 3 de maio de 2012

Limites na visão dos próprios filhos

Impor limites na educação dos filhos é difícil, trabalhoso e, muitas vezes, "dolorido". É difícil porque estamos lidando com outra pessoa. É trabalhosos porque não basta impor regras, tem que explicar, persistir e não fraquejar. É doloroso quando sentimos  vontade de recuar, de ceder, de amolecer, mas continuamos porque pensamos no bem.

Sim, os limites são verdadeiras provas de amor diário. Em todas as fases da vida estamos colocando alguns limites para que essas "criaturinhas" que amamos saibam que nada funciona no choro, no grito, na birra ou na chantagem




Mas bom mesmo é receber dos próprios filhos feedback de como estão sendo educados. Eles comparam seus comportamentos com os de outras crianças e responsabilizam as atitudes desapropriadas dessas crianças com a educação que estão recebendo de seus pais. Fico impressionada com a capacidade que eles tem de observar e tirar as suas próprias conclusões.

Comentários do tipo:
"Mamãe, fulano na escola hoje bateu na cara do meu amigo. Acho que em casa ele deve bater em todo mundo e mãe dele não faz nada."
"Pai, uma vez o fulano chamou a professora de idiota. O Pai dele não ensinou que idiota é quem chama?"
"Mãe, acho que se você trabalhasse na minha escola o fulano teria um monte do pontos negativos na porta de geladeira." (Comentando que acha importante o sistema semanal que usamos em casa de registrar os comportamentos bons e ruins numa folha fixada na porta da geladeira)

Quando conversamos com eles sobre a possibilidade de "poder fazer tudo", eles logo afirmam que não seria uma boa ideia. Jogar video game todos os dias faria com que os estudos fossem comprometidos, por exemplo. Comer guloseimas antes das refeições, e com frequência, faria com que fossem mal alimentados e estragaria os dentes. Ser rude, agressivo e mimado e não ser chamado atenção faria com que se tornassem uma pessoa chata. Esses e outros comentários são feitos com frequência e debatidos com eles para que juntos possamos fazê-los pensar.

Um dos meninos disse essa semana: "Mãe, hoje eu ajudei o Pedro quando uns meninos vieram bater nele. Mesmo ele tendo passado álcool gel nos meus olhos." Expliquei que é isso mesmo. Que a gente deve buscar o bem e não o mal. O Pedro deve ter entendido que podemos errar, mas que podemos melhorar também. Não é assim aqui em casa? Pode ser assim na escola com seus amigos também.

E assim vamos tentando construiu uma relação de amor com nossos filhos. É bom que eles saibam que "não podemos fazer tudo". Que devemos ter equilíbrio na vida. Um pouco de cada coisa, cada coisa no seu tempo. Só não podemos, e não devemos, ter limites para ser feliz. A felicidade e alegria tem que ser a toda hora e deve estar nas pequenas coisas. Ficando em casa num dia de chuva ou fazendo uma grande viagem, a alegria tem que estar dentro da gente.
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