quinta-feira, 31 de maio de 2012

O bom desempenho na escola

Quando percebemos que a criança não está indo tão bem na escola, a primeira sensação é de culpa. Onde estou errando? O que deixei de fazer? Normalmente é isso que as mães fazem, mas não adianta se culpar.

Como estou engajada no processo de alfabetização dos meus filhos, andei pesquisando muito sobre as facilidades e dificuldades no aprendizado, sobre os fatores que podem determinar o sucesso escolar e as mudanças ocorridas nos últimos anos com o ensino infantil.

Na teoria e na prática, já percebo que o  bom desempenho da criança depende de vários fatores. Da participação, não só da mãe, mas do pai. Da escola, da professora e  dos amigos de sala. Depende também da carga genética da própria criança. Umas tem mais facilidades e outras mais dificuldades. Mas isso não significa que as influencias não possam modificar os desempenhos.

Crianças que convivem com pais que tem o hábito da leitura, certamente vão desenvolver o prazer de ler. Crianças que aprendem a apreciar obras de arte e ouvem música com frequência, vão ter mais facilidades e maiores chances de um bom desempenho nessas áreas.



Acredito que o mais importante é saber identificar onde estão as dificuldades e o que pode ser feito para transformá-las em aprendizado. Observar bem a criança quando ela realiza as tarefas é muito importante para determinar essas dificuldades. Falta de conhecimento, falta de atenção, falta de concentração. Cada dificuldade tem um caminho diferente para correção.

Conversar com a professora para saber como a criança se comporta na sala de aula e poder comparar com seu comportamento em casa. Se na escola ela parece muito atenta e em casa não, o ambiente de casa pode estar lhe tirando a atenção. Um irmão que o chama durante as tarefas, uma TV ligada ou uma mãe conectada freqüentemente ao celular enquanto a criança precisa de ajuda. Tudo isso pode fazer com que a criança se disperse.

Se a professora observa existe falta conhecimento ou falta de prática, pode orientar os pais para aplicar alguns exercícios em casa. Jogos, brincadeiras e atividades podem ser realizados em casa da mesma maneira que são realizados em sala de aula. A forma que eles aprendem hoje é diferente da forma que nos foi ensinado. Só vamos saber conversando com o educador.

Conversar com a criança e descobrir como ela gosta de fazer as lições, como gosta que os pais participem ou de que forma gosta de realizar as atividades, também é uma forma de motivar ao invés de impor.

Participar diariamente das tarefas, não fazendo por elas, mas auxiliando, questionando se está certo ou errado, se pode ser feito de outra forma, se precisa de ajuda, se sabe onde pode pesquisar, enfim, se colocar a disposição da criança. Sempre deixando que ela pense.

Mostrar a ela os progressos que tem feito com o passar do tempo para perceba que está melhorando, crescendo, se desenvolvendo. Elogiar com sinceridade esses progressos.
Ter certeza que a criança está recebendo da escola, da professora e dos amigos que convive, os estímulos necessários para crescer. Uma escola que não dá condições, um professor que não apóia e um grupo que não estimula, são fatores que pesam no aprendizado também. Amigos que estão num nível muito acima, ou muito a baixo de aprendizado, interferem na sua motivação.

Se tudo que você considera importante for feito e, ainda sim, a criança continuar com dificuldades, nunca é tarde para procurar ajuda de uma psico pedagoga. Uma profissional bem qualificada pode ajudar a identificar quais as dificuldades e apontar os caminhos.

O mais importante é estar ao lado da criança sempre mostrando que cada pessoa é única, cada um tem seu tempo de aprender e que é preciso se dedicar. Dedicação da família e dedicação da criança.

A melhor influência no desenvolvimento dos nossos filhos é a nossa influência. Ela vale mais que qualquer carga genética.




Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário