terça-feira, 15 de maio de 2012

Comida saudável

Quando estamos grávidas, deixamos de lado velhos hábitos alimentares em prol de uma alimentação saudável para o bebê.

Assim que nascem, oferecemos o leite materno e, em seguida, tudo que nosso pediatra ou nutricionista indica. Parece que enquanto são pequeninos tudo é mais fácil. Se é oferecido, é experimentado e, na maioria da vezes, aceito.

Bom, depois que vão crescendo... 3 anos, 4 anos... começam a manifestar as preferências e aí... Aí começamos a ceder daqui, ceder dali, quando percebemos a criança não está comendo bem como deveria. Mas esse "comer o que deveria deve ser assim tão rigoroso?

Por experiência posso dizer que desde que os meus filhos eram muito pequenos fui incluindo na dieta diferentes alimentos. Variava no tipo, na cor e na forma de preparo. Simplesmente aceitavam quase tudo que era oferecido. Isso foi assim até completarem 4 anos.

Após os 4 anos, começaram a fazer escolhas. Um não come arroz e não toma leite. Não é fã de sopas e gosta mesmo é de uma "massinha". O outro não suporta nenhum tipo de embutido. É todo natural, come verduras cruas e arroz integral. Ambos gostam de frutas. Se deixar comem cinco tipos de frutas por dia.  Nasceram no mesmo dia, foram estimulados na alimentação da mesma forma e cada um tem suas preferências. Se deixarmos por conta das preferências de cada um...

O que pude perceber, e percebo ainda hoje, é que a fase mais importante para oferecer alimentos saudáveis e diversificados é quando são muito pequenos. A textura e a cor são fundamentais para que a criança aprecie os alimentos. Por isso é fundamental oferecer de tudo e nas mais variadas formas de preparo.

Verduras cruas, muitas vezes, são mais saborosas que cozidas. Carnes assadas podem ser mais gostosas do que as cozidas. As saladas podem ser mais apreciadas se forem coloridas e temperadas de forma natural, com sabor. Uma sopa com bata salsa pode ficar deliciosa. É oferecendo que a criança vai experimentando. Muitas vezes come um brócoli cozido só na água e nunca mais consegue olhar para a tal "arvorezinha". Tudo depende da forma que é preparado. Tem que ter sabor pra agradar.


Outro ponto: deixar que os nossos próprios hábitos interfiram na alimentação dos nossos filhos. Meu marido, por exemplo, não suporta goiaba, manga e melancia. Por ele nossos filhos comeriam somente banana. Eu não gosto de kiwi e não vejo graça em colocar essa fruto no meus carrinho de compras. Porém, sempre escolhemos alimentos diferentes para que eles pudessem experimentar. Hoje comem legumes e verduras como salsão, brócoli e pepino. Adoram sashimi e peixes diversos. Preferem os sucos que os refrigerantes, mas são como a maioria das crianças e "caem de boca" nas guloseimas. O que tentamos fazer é dosar.

A decoração também interfere na apreciação dos pratos. Se não fosse assim, grandes nomes da gastronomia não seriam tão premiados pela apresentação. Fazer bandeirinhas, palitinhos, formar desenhos com os alimentos, utilizar pratos e talheres legais estimulam a criança a curtir a refeição. Desde um simples sanduiche a um prato de arroz e feijão.




Ter o hábito de levar as crianças para a cozinha e tranformá-los em pequenos chefs é super divertido. Eles dão mais valor aos alimentos e se empenham no preparo. O resultado é positivo.

Mas não existe receita pronta nem filho que coma de tudo. Tem que oferecer, estimular, diversificar e não estressar. Um dia come, outro não.

Encontrei no blog Comer para Crescer idéias super gostosas de comidas para crianças. Confira!
www.comerparacrescer.com



  




Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário