segunda-feira, 28 de maio de 2012

Brigas entre irmãos

Por mais que um irmão ame o outro, existem as pequenas e as grandes discussões. É comum que eles passem, num mesmo período, por momentos de amor e ódio. Como lidar com esses conflitos diariamente? Temos o hábito de dizer: " Que coisa feia, irmãos não brigam". Brigam sim! Quem nunca brigou com irmão e ainda disse: "Te odeio"?

Acredito que é na relação familiar que eles têm a oportunidade de testar seus sentimentos. Sentir ciúme e raiva é normal da vida. Se a criança não puder aprender a lidar com esses sentimentos na infância, muito provavelmente não vai saber lidar na vida adulta.





Existem algumas saídas para lidar com esses pequenos conflitos. Eu mesma já tentei algumas e acho que elas dão bons resultados.

Procuro identificar quais os sentimentos estão em jogo. Ciúme e raiva são sentimentos diferentes e devem ser tratados de formas diferentes. Mas em ambos os casos gosto de conversar. Como vou ajudar se não sei o que estão sentindo?

Estimulo uma relação de negociação entre eles. Quem está com a razão? Nem sempre consigo saber. Peço a verdade e, frequentemente, eles mesmos abrem o jogo e contam o que está acontecendo. Acredito que quando criamos um ambiente em que um ouve o outro, mesmo que o outro não tenha razão, abrimos um espaço para o respeito entre eles. Muitas vezes, durante a negociação, os conflitos já se encerram.  

Se a briga for mais séria, trato cada sentimento separadametne. Se o sentimento for de raiva, permito que se expressem. Dou algumas alternativas como: dar socos ou chutes num travesseiro, chorar, ficar sozinho e conversar sobre o que estão sentindo. Se for ciúme, procuro primeiro ouvir para ver se não tem mesmo razão. Algumas atitudes dos pais dão a impressão de uma preferência e é importante que sejam esclarecidas. Melhor falar do que guardar.

Também procuro ajudá-los a praticar o perdão. Pedir perdão e aceitar o perdão. 

Por fim, procuro estimular brincadeiras que reúnam todos e para que possamos aprender a compartilhar nosso tempo e nossos sentimentos. Brincando juntos temos mais oportunidades de conviver e conhecer o outro.

Agora, tem horas em que nada parece funcionar, principalmente quando não estamos com paciência e quando estamos com raiva. Digo: "A mamãe está com raiva e, com raiva, não posso conversar. Preciso ficar sozinha um pouco até a raiva passar". Os filhos precisam saber que somos normais e temos os mesmos sentimentos. Podemos mostrar que existem maneiras de colocar esses sentimentos pra fora sem ferir ninguém. Eles assimilam, respeitam e se sentem seguros. Percebem que conduzimos bem as coisas ou que pelo menos tentamos.

Esses dias, conversando com a dentista, um dos meus filhos disse: "Minha mãe briga, mas ela é inteligente". Questionando essa afirmação ele explicou que uma mãe pode brigar com um filho porque ela sabe das coisas, sabe o que está fazendo. Essa é a inteligência.

Não é demais isso?
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