segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alfabetização aos 6 anos

Desde 2008, ficou definido por lei que as crianças devem entrar no ensino fundamental com 6 anos de idade. Com isso muitas dúvidas surgiram, tanto para os educadores quanto para as escolas. A principal delas é não tirar da criança o direito de brincar.

Quando houve essa modificação meus filhos nem estavam na escolinha. Não passava pela minha cabeça nada a respeito. Estava totalmente envolvida em manter as rotinas do sono, diversificar a alimentação, inventar brincadeiras, cuidar da escovação dos dentinhos, enfim, cuidados típicos das crianças que são cuidadas e ensinadas em casa.


Quando completaram 3 anos, entram na escola. Aprenderam muitas coisas novas, dentre elas o alfabeto e os numerais. No ano passado tivemos que tomar a decisão de colocá-los no ensino fundamental ou permanecer mais um ano na educação infantil. Escolhemos seguir a lei, nossas convicções e a orientação da escola escolhida. Matriculamos então  no 1o. ano do ensino fundamental. Segundo a escola, as crianças conseguem perfeitamente acompanhar o que é ensinado.

Agora que estão finalizando o 1o. trimestre percebemos como é importante a participação dos pais na orientação das tarefas da escola. Não basta deixar por conta da escola. O envolvimento diário é fundamental para que os pequenos valorizem o que estão aprendendo e sintam prazer em aprender. Nessa idade o aprendizado deve ser lúdico e prazeroso mas deve ter conhecimento específico. A criança precisa aprender alguma coisa todos os dias, nem que seja uma letra, uma sílaba, uma palavra. Todo aprendizado deve envolver leitura e escrita.

Os professores tem a devida formação e sabem como conduzir o aprendizado, mas e nós pais, como  devemos preceder? Foi pensando nisso que fui buscar ajuda nos livros de alfabetização e encontrei esclarecimento de novas formas de ensinar e dicas valiosas. Apesar dos títulos serem voltados para profissionais da área, é possível encontrar alguns escritores que tratem da alfabetização de forma bem clara.  

A escola já havia orientado a melhor forma de fazer as lições: ambiente tranquilo, sem interrupções, material adequado, cadeira com encosto e, lógico, muita paciência. Mas quando a gente se vê na posição de professor sente uma ansiedade enorme. Queremos que nosso filho escreva e leia corretamente. Precisamos nos "policiar" para não sair respondendo tudo e tirando a oportunidade da criança pensar. Ela sente que estamos impacientes e fica impaciente também. Já percebi isso praticando. Quando relaxamos a criança vai longe. Quando ficamos impacientes com seu desempenho, ela fica chateada e quer desistir. Acha que não consegue, que não sabe, que é difícil.

Ontem utilizamos joguinho de imagens e palavras em forma de dominó. O resultado foi super legal e o jogo, super divertido. Hoje fixei uma plaquinha na cozinha com as palavras FOGÃO, GELADEIRA, MESA, BANQUETA...  que foram lidas durante as refeições. Percebi que o resultado foi melhor do que quando realizado formalmente durante as lições. Amanhã será a vez do banheiro que vai ganhar plaquinhas com palavras relacionadas aquele ambiente e, assim por diante.

Já avisei que não farei mais a lista do supermercado. Que estou muito ocupada e preciso de ajuda. Prontamente meus "ajudantes" já responderam que a lista será feita por eles. Resta saber o que vai ter nessa lista. Huuuummm!!!









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