segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sorrir, o melhor remédio!

Quando bebês, nossos filhos não demoram a expressar seus sentimentos de prazer, alívio, satisfação e alegria. Eles ainda não desenvolveram a visão totalmente e já estamos tentando fazê-los rir. Por que desejamos tanto um sorriso? Será que como eles ainda não falam, buscamos no sorriso uma resposta para saber como estão se sentindo com a nova vida?


Assim que esse período de "sorrisinhos" leves passa e chegam as gargalhadas, não paramos mais de estimular essa prática. Tudo é motivo pra sorrir. Até os 8 anos as gargalhadas se intensificam. Quando viram adolescente, riem de tudo de de todos e começamos a podá-los dessa  prática tão relaxante. Quando viram adultos começam a trocar o sorriso pelas preocupações do cotidiano.


A vida moderna faz com que o adulto lide todos os dias com injustiças, dificuldade financeira, pressão no trabalho, repressão e muito estresse. Isso faz mesmo com o ser humano seja afetado e comece a reagir com amargura. Sintomas como ansiedade, depressão, melancolia, medo e raiva.se tornam muito mais frequentes. Como sorrir nesses casos?

Quando esses sentimentos começam a fazer parte da vida ocorre um desequilíbrio e nosso sistema imunológico é rapidamente afetado. Se esses sintomas não forem observados e tratados, certamente iniciaremos um processo psicossomático e o nosso corpo adoecerá. O que o riso tem a ver com isso tudo? Acredito que ele é um termômetro do nosso corpo. Posso falar isso por experiência própria. Sempre fui uma pessoa alegre, divertida, engraçada. Desde muito pequena sempre dei muitas gargalhadas e me recordo muito disso, mas numa determinada fase adulta vivi um momento de pressão profissional e pessoal que me fez , simplesmente, parar de sorrir. Hoje tenho uma grande consciência dos sintomas do meu corpo e sei quando preciso aliviar. E acredito que o sorriso é o meu maior aliado. Quando você ouve de alguém a pergunta: "Que cara é essa?" Observe se não apreou de sorrir. 

Quando rimos movimentamos mais de 400 músculos em todo o organismo. Nossos pulmões são oxigenados e a nossa corrente sanguínea estimulada. Libertamos e transformamos nossas emoções. É uma prática tão prazerosa e simples, mas se torna difícil quando estamos "fervendo" com alguma pré ocupação. Nossa mente está ocupada com "coisas importante" e não temos tempo para sorrir. Aí ficamos doentes e vamos fazer terapia. Na terapia descobrimos que precisamos desarmar, relaxar, aproveitar e sorrir. Fazer exatamente aquilo que aprendemos quando bebês, que praticávamos quando crianças, que nos era reprimido quando adolescente.

Hoje me observo e me questiono. Como meu corpo está reagindo as preocupações diárias e o que estou ensinando aos meus filhos.  Uma vida moderna que coloca a alegria em último lugar ou a prática de sorriso que transforma a vida moderna? Falar é tão fácil, difícil é praticar. Mas como nada na vida de uma mãe é fácil. Vou repensando e tentando modificar.

As crianças são radares de emoções. Elas captam tudo que carregamos de melhor e de pior. Nós podemos fazer algumas escolhas. Queremos que elas captem o que?




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