quarta-feira, 28 de março de 2012

Ensinar o valor do dinheiro

Antigamente o que a gente ouvia e seguia era: "Estude, tire boas notas e procure um bom emprego" Nunca fomos preparados para lidar com o dinheiro. Hoje esse é, ao meu ver, um dos piores conselhos que podemos dar aos nossos filhos, pois apenas isso não basta. O mundo mudou, não existe o "emprego" e sim a "empregabilidade". E mesmo sendo empregado ou empregador, ter o controle financeiro nas mãos é a melhor opção pra ter uma "segurança" no futuro.

Se já não bastasse a tarefa de educar, repassando valores, temos agora que ensinar nossos filhos a empreender e a poupar. Mas como incluir esse tema na vida dos pequenos? Acho que o tema já está presente, o que precisamos é conversar sobre o assunto e estimular as crianças a economizar.

Não sou expert em finanças e por acreditar que poderia ter aprendido mais, fui em busca de novas teorias para ajudar meus filhos a fazer diferente. Encontrei muita coisa legal. O livro Pai Rico Pai Pobre de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter, da Ed. Campus é muito bom para conduzir os pais nessa empreitada e existem outros. O Menino do Dinheiro de Reinaldo Domingos, da Ed. Gente, é legal pra ler junto com as crianças. Ele apresenta a história de um garotinho que mesmo muito pequeno aprende o valor de guardar umas moedinha pra realizar seus próprios sonhos.
 
Dica Mãe bacanaDica Mãe bacana

Vivemos num mundo de consumo louco que nos leva a querer mais e mais. É o carro novo, o computador mais moderno, o celular com inúmeros recursos, o tênis com a tecnologia mais avançada e tudo é motivo para o consumo. Por mais que agente tente permanecer com o que possui, somos "bombardeados" com as propagandas nos seduzindo para o consumo.
 
E as crianças? Estão nos observando e aprendendo com as nossas ações. Se temos o hábito de consumir sem ensinar, acredito que estamos passando uma ideia errada do que é a vida financeira. A criança cresce achando que o dinheiro vem fácil, não tem noção do que é planejar e vai ficar frustrada quando não conseguir adquiri ou realizar algo. É preciso ensinar a lidar com isso tudo. Mesmo tendo condições financeiras de comprar o que for necessário é bom ensinar a criança que é preciso planejamento.

O antigo cofrinho é um bom elemento para começar a vida financeira de uma criança. Determinar quanto vai para o cofrinho, quando ele será quebrado, o que será adquirido e o que será poupado é simples e super importante para o aprendizado.

Quando vamos a uma feira, um shopping ou a um supermercado, temos sim vontade de comprar muitas coisas que eles nos pedem. Já deixar de comprar um balão por perceber que num determinado final de semana já havia presenteado demais. Explico que temos uma reserva mensal de dinheiro no banco e que ela serve para pagar várias coisas: escola, comida, roupas e, inclusive o desenho que está passando na TV da nossa casa. Que todos os meses é preciso trabalhar novamente para receber mais dinheiro. Eles reclamam num primeiro momento, mas são capazes de compreender. Se ganham algum valor em dinheiro dos avós, estimulamos a poupar pra realizar uma viajem, por exemplo. E tem dado certo.

Lógico que alguns ensinamentos nos colocam em situações de orgulho e de embaraço. Temos o hábito de comprar presentes numa loja próximo da nossa casa, onde as etiquetas ainda são remarcadas à mão, em caso de promoção. Expliquei uma certa vez que tudo que estava riscado era mais barato. Um deles deu um grito na loja para todos escutarem: "Mamãe, mamãe! Achei um que tá muito barato. Tá riscado três vezes. Oba! Achei um de promoção". Todos na loja deram gargalhadas.

Acho que estão aprendendo que é preciso pesquisar, analisar e aí sim decidir onde investir seu rico dinheirinho. E você, como lida com essas questões? Divida coma  gente.
Comentários
4 Comentários

4 comentários:

  1. ÓTIMA A POSTAGEM E DE EXCELENTE UTILIDADE BJKS JACK ROSA

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    1. Obrigada Jack!!! Saudades dos seus comentários. Beijos

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  2. Gisa estou adorando suas dicas, as meninas são ainda pequenas, mas acho que ano que vem vou dar um porquinho para elas de presente para começarem a apreender a guardar. Hoje quando os avós dão dinheiro para elas eu confisco imediatamente e guardo na poupança delas, mas elas ainda não participam do processo.

    Tri-beijos Desirée
    http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br/

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    1. Oi Desirée! Acho que a gente pode experimentar técnicas e observar a evolução das crianças. Nesse momento meus filhos estão aprendendo adição e subtração tendo contato com a cantina da escola. Liberamos um dia para comprar na cantina e um valor simbólico semanal para aprender a lidar com o dinheiro. Gastam seus valores da forma que acham melhor. Tem dado super certo. Beijos querida!

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