quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Doação e Descarte

Hoje em dia o consumo tem se tornado um lazer. Quem não gosta de comprar algo novo pra si mesmo, para os filhos, para a casa, para presente? Difícil quem não goste! Mas em meio a tanta oferta as vezes percebo quanta coisas compramos sem a menor necessidade ou coisas que não duram. Penso em como era na minha época e como é agora. O que eu aprendi e o que estou ensinando aos meus filhos.

Sempre que saio pra um passeio no shopping, uma ida ao super mercado, uma entrada na papelaria, ouço meus pequenos pedindo alguma coisa pra comprar. Seja um brinquedo, um biscoito ou uma caixa de lápis. Se não nos policiarmos queremos a todo instante dar tudo que podemos, mas essa facilidade pode gerar neles uma desvalorização dos objetos, dos momentos, do dinheiro.

Na minha infância sempre tive tudo que precisava, mas não tudo que queria. Me lembro muito bem de ter bonecas e roupas lindas mas me recordo também de ganhá-las em ocasiões especiais. Tudo bem que era uma outra época onde não tínhamos acesso a canais de TV infantis onde os comerciais de brinquedos são enormes, mas acredito que podemos trazer pro dia a dia dos nossos filhos os valores que aprendemos na nossa infância. Ensinando a dar valor ao dinheiro, ao trabalho e aos dias especiais.

Tento frequentemente explicar aos meus filhos que ter dinheiro não significa poder ter tudo que se quer. Que a graça está em escolher, valorizar e realmente usar aquilo que se tem. Faço isso de diversas formas. Explico que temos um dinheiro todo mês, fruto do trabalho, e que assim como ele serve para comprar brinquedos e guloseimas, serve para comprar roupas, comida, remédio, pagar a escola, pagar a energia da TV e assim por diante. E, apesar de pequenos, eles entendem.

Assim como fazer com que valorizem o dinheiro e as coisas que possuem, acredito ser super importante doar aquilo que não precisamos o que temos demais. É comum pessoas acumularem objetos dentro de casa que não utilizam. Isso atrapalha o dia a dia, não permite que a energia circule e não ajuda quem realmente precisa. Nessa época de final de ano é muito comum a gente encontrar nos supermercados, shopping e drogarias, campanhas de arrecadação de roupas e brinquedos. Nas igrejas somos convidados a doar um pouco do que temos e acabamos nos sensibilizando com esses apelos e tentamos tirar de dentro da nossa casa algo que possa ajudar. Mas será que isso deveria ser somente nessa época? Será que isso faz tranquilizar a nossa consciência. Podemos criar o hábito de fazer isso sempre e ensinar nossos filhos a doar também.

Procuro fazer doações de brinquedos e roupas pelo menos umas três vezes no ano. Chamo os meninos pra participar e percebo que essa dificuldade de doar é da personalidade de cada um e ninguém tem culpa disso. Quando nos sentamos pra selecionar brinquedos pra doar, um dos meus filhos tem muito apego aos seus brinquedos e precisa de muita conversa pra se desfazer do que é seu. Depois que faz, fica feliz, mas precisa de um apoio. O outro tem uma facilidade enorme em se desfazer das coisas, gosta de organizar a sacola, carregar e participar.

Doar é um ato de amor com quem precisa. Por isso é super importante doar objetos e roupas em bom estado. Nada de doar sucata. Pra isso existe o lixo reciclado. Doar camisa sem botão, carrinho quebrado, calçado sem sola. Temos que pensar que o que estamos doando tem que ter utilidade. Tem que servir para alguem.

Eu tenho verdadeira loucura por organização e adoro organizar armários, guarda roupas, dispensas e escritórios. Por isso não é difícil pra mim me desfazer de objetos que não uso. De tempos em tempos reviso os quatro cantos da casa e procuro chamar os meninos pra me ajudar a colocar os objetos pra doação ou reciclagem.
Quando a gente passa a ter o hábito de doar e descartar sente a casa mais limpa, mas energizada.
Mãos à obra!
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