quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Como impor limites


Impor limites não é fácil, mas é uma forma de ajudar a criança a mudar seu comportamento. Ajudar a entender até onde ela pode ou não pode ir. O que pode o que não pode fazer. Ninguém nasce sabendo dividir, compartilhar, respeitar e esperar. Enquanto os filhos são bebês exigem apenas cuidados, mas quando crescem exigem mais alguns ensinamentos e isso tem que ser cedo.  

 
Parece radical uma mãe que se considera tão bacana dizer que impõe limite para tudo, mas é assim. Limites para tudo, menos para ser feliz! Acho super importante ser firme nas atitudes e no tom de voz. Voltar atrás numa decisão deixa a criança confusas. Um dia pode outro não pode. Falar com o mesmo tom de voz como se fala quando se está conversando não deixa clara nossa atitude. Como entender a comunicação se ela é falha? Venho constatando que a criança pede limites e espera isso dos pais. Além de falar firme o contato visual é importante na comunicação. E se for necessário "punir" é muito importante que a criança saiba exatamente o que perdeu e porque perdeu.

É muito importante que o casal esteja sintonizado nas decisões para que não haja divergências na frente dos filhos. Mesmo que a gente defina com o marido como vamos agir em determinadas situações, ainda assim, em alguns momentos, um quer ceder e o outro quer seguir em frente. O ideal é deixar a bola com quem começou a chamar a atenção e depois pai e mãe conversam. Isso é legal para que as crianças percebam que os pais estão totalmente alinhados na educação e se sintam mais seguros.

Os limites variam de pessoa para pessoa, de local para local e de faixa etária. A mãe do amigo deixa jogar video game todos os dias. Na casa da avó pode espalhar os brinquedos pela sala. Um dia no shopping você deixou comer chocolate no almoço. Nesses casos é possível explicar que cada pai e mãe resolvem o que acham importante para os seus filhos, que cada casa tem as suas regras e que alguns dias são especiais. 


Com gêmeos, impor limites não é diferente. Persistir é até mais difícil. Você tem que se impor com um e com o outro não há necessidade. Como eles tem personalidades diferentes, ajem diferente quando quebram as regras e ajem diferente com as consequências. Um dia um está mais "aprontador" e o outro mais manhoso. É um exercício diário lidar com tantas situações e isso leva a nossa paciência ao limite, mas é maravilhoso ver os resultados.

Os limites protegem, dão segurança e a criança espera por isso.

E você, é a favor dos limites?
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