terça-feira, 21 de maio de 2013

A felicidade está dentro de nós - Agradecimento as parceiras do "Mãe bacana"

Este mês o "Mãe bacana" abriu um espaço para outras mães falarem do tema "Filhos e Felicidade".  Mulheres que encontraram na maternidade a verdadeira transformação das suas vidas. Mães que continuaram suas carreiras, que deram um tempo na profissão, que se tornaram "mães em tempo integral", que empreenderam, que se descobriram e  mães que ainda estão se descobrindo. 

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Percebemos que a maternidade é sim maravilhosa, mas exige da mulher, do casal e da família, dedicação e responsabilidade. Que a felicidade não está em algum lugar, não está no outro, não está nas coisas, está dentro de nós mesmos. Que é preciso respeitar a sua história, seu relacionamento, seu filho, sua condição financeira, suas origens, seus valores, suas vontades e seguir em frente no seu propósito de vida. 
 
É bacana olhar para os lados e perceber como outras mães lidam com alguns pontos da maternidade e usar isso como inspiração, mas tentar fugir das comparações. Os filhos, o parceiro, a profissão, a conta bancária, nosso corpo e mente são diferentes, mas somos muito semelhantes na busca pela felicidade. 
 
Obrigada a todas as participantes por seus depoimentos sinceros sobre a felicidade com os filhos.
 
 Marusia Meneguin - do Blog Mãe Perfeita

Desirée Tapajós - Blog As Trigêmeas de Manaus

 
Kathleen Irizaga - Blog Mamy Tri

Pati Barbosa - Blog Confissões de uma Recém Casada e Mãe de Primeira Viagem

 
Aline Dexheimer - Site Aline Dexheimer

Lígia Pacheco - Blog Filhosofar

Dani Brito - Blog Balzaca Materna

Patricia Elias - Blog Aprender

Mari Hart - Blog Diário de Uma Mãe Polvo

Jamilly Lima - Blog Mãe Para Sempre

Marina Breithaupt - Blog Petit Ninos

Nívea Salgado - Blog Mil Dicas de Mãe
 
Ana Andrade - Blog Quase um Moleskine 

Ananda Etges - Blog Projeto de Mãe

Rebeca Brício - Blog Mãe que Pariu

Obrigada também a todas as pessoas que dedicaram um pouquinho do seu tempo para ler, comentar e compartilhar esses depoimentos. É o nosso desejo por uma maternidade bacana!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ainda não consegui o tão sonhado equilíbrio, mas busco a harmonia! - Por Rebeca Brício

Se me perguntasse: "e então, você é uma pessoa feliz após a maternidade?" eu responderia assim: "não é uma coisa que se diga, puuuuxa como sou feliz, mas estou vivendo". E porque isso?!!!
 
Não sei como foi o processo com outras famílias, mas com a gente, funcionou mais ou menos assim...  Meu companheiro sempre sonhou em ser pai e nem passava pela minha cabeça ser mãe. Sai pra lá cuidar de filho, ficar em casa com mil e uma coisas para fazer... essas coisas. E após quatro anos de relacionamento juntamos os trapos e a vida corria a mil maravilhas. Sem pai e mãe querendo satisfação eu me sentia a pessoa mais livre do mundo!!! De repente a menstruação atrasa um mês. Pronto. Estou grávida e confirmo com o teste da farmácia e com uma ultra no dia seguinte.
 
Meu mundo caiu!!! Marido ficou tranquilo como sempre, me deu força mas no fundo eu não sabia se estava feliz com a tão esperada paternidade. Me entreguei à gestação e fui a grávida mais feliz do universo! Marido não dava muita bola. #ciúme?

Rebeca, Gui e Rafael
 
Pari sozinha num hospital universitário porque o proibiram de participar, sofri violência obstétrica e desde então não sou a mesma. Acredito muito que o meu marido não tem a noção do que eu vivi durante a internação (pré-parto, parto e pós-parto). Sofro muito com as marcas dessa experiência e fico muito emotiva quando o assunto é parto e sei lá. Acabo precisando tocar no assunto para poder colocar toda a minha tristeza para fora.

Nunca conversamos sobre o tipo de criação que teríamos com o nosso filho. E nisso temos linhas diferente de criação. Acabo "passando o rodo" por ficar o dia todo com o nosso filho, mas acaba que nem interfere muito porque meu marido fica muitas horas fora de casa por conta do trabalho e quando está também não chega muito junto. Tudo acaba ficando por minha conta mesmo. Hunf!!! A única coisa que ainda o deixa estressado é o fato de ainda amamentar o nosso filho de 3 anos. Ele acha que tenho que parar para ontem.

A maternidade me mudou completamente, sou uma nova mulher. Me sinto muito realizada e feliz sendo a mãe do Gui e me vejo tendo mais filhos. Apesar da mudança ter atrapalhado um pouco o casamento, não me sinto tão culpada. Porque o fato de ter mudado um pouco a relação com o meu companheiro, a falta de tempo para ficar curtindo a vida a dois se dá pelo fato de que normalmente, tudo relacionado a casa e ao filho fica com a minha tarefa. Já tivemos algumas conversas sérias sobre isso. Se ele chegasse junto em relação ao filho, eu teria mais tempo para fazer outras coisas importantes, como ficar de bobeira com ele assistindo TV de conchinha como antigamente. Mas não, tenho que fazer zilhões de coisa, colocar o Gui para dormir e ainda ter disposição para mais outras cositas!!! Não sou de ferro, dá licença!!!

Confesso que não consigo ainda o tão sonhado equilíbrio. É, sou uma desiquilibrada de marca maior. Não dou conta dos afazeres domésticos #nãonasciparaisso e o fato de não conseguir ter voltado ao mercado de trabalho me frustra ao ponto de me entregar ao chocolate! (Então as finanças da casa sugam o salário do marido, coitado!!! Cozinhar é a parte mais dolorosa pois não sei variar, mas preciso fazer porque meu filho precisa se alimentar, peito 24h sem comida não dá!!!

Enquanto não consigo voltar à trabalhar, vou vivendo essa minha nada mole vida de mãe, dona de casa e esposa. Não sou perfeita e diariamente tento fazer com que haja uma certa harmonia.
O nosso relacionamento não é como antigamente, mas no fundo, sei que iremos melhorar a cada dia com muita conversa pois estamos tentando mudar esse desequilíbrio. O nosso amor é muito forte e assim que essa poeira abaixar, resgataremos a nossa velha união.
Agora, temos que mudar logo antes que venham mais filhos. Risos...
 
Rebeca Brício é casada com Rafael, mãe de Gui e autora do Blog "Mãe que pariu".
 

 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sobre a vontade de fugir e o que me faz ficar - Por Ananda Etges

Uma hora da madrugada. Coloco minha filha no peito para mamar. Não faz nem vinte minutos que ela chorou pela última vez. Tendo como parâmetro as últimas noites, provavelmente meu sono só vai acumular, pois a situação anda complicada.

E veja bem: o fato de eu não dormir direito não é um fator isolado. Some isso a um menino cheio de energia e personalidade, no auge dos dois anos. Exatamente, o famoso e tortuoso terrible two.
 
Ananda, Clara e Vítor

O resultado da matemática materna é bem simples: uma mãe esgotada. Tem dias que minha única vontade é sumir do mapa. Ir para bem longe e, com certeza, sozinha.

Mas o que me faz ficar? Da onde vem a motivação para acordar todos os dias, mesmo tendo levantado inúmeras vezes para atender as crianças? Como ainda consigo me reafirmar na escolha de me dedicar de forma quase que integral aos meus dois filhos?

Sinceramente? Eu não sei explicar. Poderia jogar clichês ao vento e dizer que é porque ser mãe é o maior amor do mundo, que meus filhos me completam e que eles representam a felicidade. Tudo isso pode ser parcialmente verdade, mas não satisfaz de forma total os meus questionamentos.

Assim, prefiro reduzir a pergunta para um recorte no tempo. Hoje, o que me fez ficar? O que fez valer?

Aí sim. Basta fechar os olhos e procurar algo entre uma crise de birra e um choro. Entre a bagunça da casa e os brinquedos jogados no chão.

E sabe? Eu sempre acho. Um sorriso sincero, um toque na mão esboçando um carinho, um indício de amor. Gestos e momentos que servem como ponto de equilíbrio e me fazem ir além, sem muita explicação.

Apenas, com o coração.


Ananda Etges é, segundo ela, um projeto de jornalista que acabou virando um projeto de mãe (mãe de dois). Autora do Blog "Projeto de Mãe".
 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Quando o eixo muda de lugar - Por Ana Andrade

Esse mês completo 10 anos como mãe, uma mistura de vários pensamentos, lembranças e um ótimo momento para uma terapia coletiva.

Ser mãe naquele momento em minha vida foi um tapa na cara. Não consigo hoje ter outra expressão que defina melhor. Foi um tapa, que me tirou de um sono profundo, de um conto de fadas.
Mas porque será que escolhi esse tapa? Porque eu precisava, eu desejava muito ter filhos e isso se sobrepunha a vários aspectos.
 
Eu não imaginava como era difícil conciliar uma carreira com filhos, eu não imaginava como era um casamento e o pior, eu nem estava interessada em saber. A impulsividade, a paixão, o gosto pela aventura, o desconhecido caminham comigo, e já até descobri o motivador disso nos meus imensos e imersos momentos comigo mesma.
 
Lara, Gabriel e Ana

A minha felicidade sempre esteve ligada a momentos com meus amigos. Ou minha família. Isso não mudou. O que mudou depois desses 10 anos é a disponibilidade. Ou a simples falta dela.

Na última semana tive um convite para ir pra casa da prima, que é também madrinha do meu mais velho, e o papo foi assim: olha queria muito saber da viagem de vocês, tomar um vinho, estou com saudades, mas Lara anda com uma tosse, que vomita toda a roupa de cama a noite, ou seja daqui uns 15 dias nos vemos, quando passar a tosse.

Marido tem se recusado a viajar com as crianças, e eu amo viajar. É igual a respirar. Pode ser pra qualquer lugar, de qualquer meio de transporte, pode ser acampar. Marido não gosta, marido não quer. Claro ele tem suas razões. É óbvio que não dá pra ser qualquer viagem com as crianças, e as últimas viagens, tem mais esforço do que prazer, ou seja, Ana se liga, a vida mudou!

O interessante disso tudo que sabemos que a vida mudou, que tem coisa que não encaixa, mas como fazer com o que desejamos e sentimos? Aprendizado. Aguardar o tempo certo. Lidar com as frustrações. Sabe aquilo que temos que ensinar aos filhos? Dizer a eles que eles não podem ter tudo o que querem, que devem ser gratos pela vida, saúde, casa e tals? Que vão ter que lidar com aquilo que escolheram? Pois é, isso se chama educar, nos educar. Então, eu tenho me educado. Não posso ser a "reclamona" do mês, porque não consegui comprar ingressos pro rock in Rio, simplesmente não dá. Então o que dá?

Dá pra curtir os filhos, e eu curto muito. Gosto de brincar com eles, gosto de conversar. Gosto de ficar só observando. Gosto de arrumar as roupas e separar o que ficou pequeno. Gosto de espremer uma laranja pro lanche. Gosto de assar biscoitos e vê-los felizes esperando para comê-los. Gosto de receber eu marido em casa a noite, e gosto de assistir um filme com ele abraçadinha. Gosto de deixar as crianças na escola e ter um tempo pra mim, seja pra sentar com uma amiga para almoçar com calma, seja para fazer compra no mercado, seja pra pagar uma conta. Tem uns cinco anos que descobri que podia ser muito feliz simplesmente por existir.

A pressão pela felicidade nos moldes que eu havia planejado, foi embora, se esvaiu. Sobrou espaço pra ser feliz. Tem dias que estou de olheiras, mas estou feliz. Tem dias que estou de pijama levando filho no judô, mas estou feliz. 

Há uns meses liguei para uma amiga: Olá queridona, como está? Tudo bem? A voz do outro lado não estava legal, fiquei preocupada. Depois veio uma pergunta: Ana, porque você está tão feliz? E fiquei mais feliz de me saber feliz! 
 
Ana Andrade é formada em arquitetura, casada com o Alexandre, mãe da Lara e do Gabriel e autora do Blog "Quase um Moleskine".
 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A maternidade é transformadora - Por Nívea Salgado

Hoje, conversando com uma amiga, contei que pretendia colocar minha filha Catarina para estudar no período da tarde, por uma série de motivos. Foi quando ela me perguntou: “mas, Nívea, você não trabalha pela manhã? Como vai fazer com seu emprego?”. E sem pestanejar respondi: “Puxa, se eles gostam do meu trabalho, terão que se adaptar”. Se me dissessem há alguns anos que essa seria minha postura frente à minha carreira, eu diria que essas pessoas não me conheciam. Quando na verdade, acho que quem não se conhecia direito era eu mesma...

A maternidade para mim foi libertadora. Primeiro, uma pressão absurda, daquelas que você acha que não vai aguentar. Noites sem dormir, dias e dias totalmente voltados para o bebê, sair de casa sabendo que o bebê precisaria mamar dali a no máximo três horas, e eu deveria estar de volta. Só quem já teve um bebê recém-nascido em casa sabe como isso pode ser desgastante. Eu não sei se para não te assustar, para te poupar, ou simplesmente por instinto de autoproteção, quase ninguém fala sobre isso, o que é uma pena. Porque você fica com o sentimento de que é você quem não está dando conta; que os filhos das outras dormem a noite toda, comem toda a comida do prato, não fazem birra em público, enquanto o seu não para de chorar de cólica, por dias e dias.
 
Nívea e Catarina
Mas se você está lendo esse texto aqui, saiba que não está sozinha, que o início da maternidade é desafiador mesmo. Claro, para aquelas que se envolvem, porque terceirizar os cuidados com os filhos dá muito menos trabalho! Não, não estou dizendo que sou contra contratar alguém para ajudar, ou pedir a ajuda da mãe, da sogra, da irmã, especialmente nos primeiros meses. Mas é bem diferente ter alguém para ajudar ou ter uma pessoa que literalmente exerce seu papel de mãe por você.
Mas essa fase inicial passa, e aí é que vem a libertação! Você não sabe como aconteceu, mas começa a perceber que é uma pessoa bem diferente do que era. Aliás, uma pessoa MUITO melhor! Menos egoísta, mais prática, mais forte, que dá valor ao que de fato merece! E, olha, isso é bom demais! Eu descobri que sei falar ao telefone, fazer papinha, e embalar o bebê no carrinho ao mesmo tempo! Eu percebi que consigo trabalhar fora fazendo todo o trabalho na metade do tempo que levava, mas conseguir ficar meio-período com a minha filha. Eu entendi que é preciso aprender a dizer “não” (para o chefe que pede para você fazer hora extra, para a “amiga” que quer maquiar sua filha de dois anos, mesmo sabendo que você é totalmente contra isso), para preservar sua família. E quando você diz um “não” seguro, fundamentado, passa a ser respeitada por quem quer que seja. Enfim, o caminho é árduo, mas de uma beleza incomparável!

Nívea Salgado é mãe da Catarina e autora do Blog "Mil Dicas de Mãe".


terça-feira, 14 de maio de 2013

Maternidade e Felicidade em Equilíbrio - Por Marina Breithaupt

Não é bonito dizer, mas não se fica explodindo de felicidade com Beta HCG positivíssimo aos 19 anos de idade. Não mesmo. Além do fator surpresinha, existe uma total falta de vontade de iniciar uma família e assumir todas as responsabilidades que ela traria. Eu realmente não desejava isso naquele momento. Havia os sonhos da profissão que se iniciava, as viagens, as festas e todos os lugares que eu ainda iria visitar até escolher um que pudesse criar raízes por algum tempo. Eu tinha só 19 anos e nenhuma habilidade com casa e panelas. Fraldas eu só conhecia de nome.

Mas existe uma coisa, esse instinto maternal dentro da gente. E olha, ele está lá, mesmo que você acredite que a maternidade e tudo que a acompanha não seja para você. Não sei como, mas algo na gente floresce e a gente percebe que pode haver muita felicidade em um cenário aparentemente caótico. 
 
 
Marina, Theo e Babi

E como as dificuldades são maiores na prática! Ninguém diz que é fácil, porque simplesmente não é. Quando se juntam a imaturidade, um casal e um bebê a coisa toda se complica. Mas acho que nós poderíamos ter tido uma história muito diferente para contar, bem mais triste, mas eu acredito que para fazer tudo dar certo, é só ter aquela vontade de felicidade, se a vida te dá limões, faça a tal limonada. Nós fizemos!

Digo que crescemos juntos, nós três: eu, marido e Babi. Aprendemos tudo juntos. E acredite, nosso resultado na minha opinião foi ótimo! E com um só filho, um marido perfeito e uma vovó disponível e dedicada eu segui no meu caminho profissional, fiz tudo que queria carregando a pequena pra baixo e pra cima muitas vezes.
Quando se é mãe, parece que a gente fica tão mais forte, tanta coragem!

Depois de oito anos e com a vida toda planejada na cabeça, a surpresinha número 2 resolveu dar o ar da graça. Theo chegou! Foi aí que eu percebi que aquela tal felicidade e perfeição, na verdade não era nada daquilo. O instinto puxou algo mais lá de dentro de mim. Percebi que sim, fiz meu melhor naquele momento, mas não vi a Babi andar pela primeira vez e não a vi falar. Tudo foi registrado pela vovó. Só que naquele momento isso não me vazia falta, não sentia nenhum pesar por não estar presente.

 
Com a segunda gestação quis fazer tudo diferente. Pode ter sido a idade, a maturidade ou simplesmente por já saber o que esperar. Decidimos que eu iria parar de trabalhar, eu precisava viver aquilo de forma diferente, precisava estar presente. 

Financeiramente, acho que nunca estamos preparados para um filho, até porque enxoval e fraldas são o de menos, o bicho pega mesmo quando se inicia a idade escolar. Filhos custam caro e são para a vida toda. Mesmo assim, decidimos que eu ficaria em casa com as crianças. A renda diminuiria, a empregada sairia de cena e a felicidade aumentaria (ahhh...tá!!).

Eu livrei minha alma de traumas que eu nem sabia que tinha quando assumi todos os cuidados do caçula. Eu realmente amei fazer aquilo tudo e também vivia cansada, descabelada e nunca conseguia um tempo só para mim. Mas estava feliz, estranho né?

Quando Theo completou 2 anos, começou aquela vontade de olhar também para o horizonte e as fraldas sujas já estavam me cansando. Comecei a ensaiar uma volta ao trabalho, coisa pouca que o meu ramo permiti, sou estilista, comecei fazendo uma coleção ali. outra aqui. Trabalhando em casa. Pronto, aí me encontrei. O equilíbrio é meu segredo de felicidade. Trabalho muitas vezes com um pequeno agarrado à minha perna e esse cenário me parece perfeito. Nós mulheres e mães temos um ouvido tão seletivo, né? Nossa cabeça processa tanta informação diferente em meio a ruídos e musiquinhas irritantes.

Pra nossa salvação eu encontrei esse caminho e seguimos nele, agora sim mais felizes e ainda longe da perfeição.
Mas posso dizer que hoje tenho o melhor do melhor que se é possível ter: tenho a maternidade, a presencial, estou lá para tudo e para todos da minha família. Tenho minha realização profissional, algo totalmente egoísta, mas que sem ela me sinto menos feliz.
Ser equilibrista traz muitas alegrias, mas a felicidade que a maternidade traz é aquela de todo dia, das pequenas coisas. Não amplio tanto o campo de análise, pois como nada é perfeito, prefiro focar no que temos de melhor. Temos a melhor felicidade de podemos ter!  

Marina  Breithaupt é estilista, casada com Bruno , mãe de dois, autora do Blog "Petit Ninos"




 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Maternidade sonho de toda a vida - Por Jamilly Lima

Maternidade para mim sempre foi uma necessidade. Desde menina sonhava em forma uma família, mas principalmente, eu sempre sonhava em estar gravida, em gerar vida, em sentir "chutinhos", em ouvir um bebê me chamar de mamãe. Para ser franca eu nunca pensei na vida sem filhos.

Depois de longos 10 anos de namoro, me casei e tinha certeza que já estava prontíssima para ser mãe, sentia uma enorme vontade de ter logo um bebê, mas como ter um filho, pelo menos para mim, não é uma decisão feita por apenas um, fui "obrigada" a adiar meus sonhos.

Quem me conhece sabe que nasci para ser mãe, bem mais do que nasci para ser esposa, filha ou amiga. Quando descoberta da gravidez estava cheias de planos, estava no último semestre da faculdade e já pensava em uma pós graduação, estava fazendo auto escola, sonhava em enfim começar as viagens a dois já que o maridão também tinha terminado a pós graduação e com isso veio aquele tão desejado aumento de salário. Apesar de no momento estar com tantos sonhos a serem realizados, o positivo na tirinha de papel não acabou com os sonhos e sim modificou as prioridades.

Jamilly e Lucas

Passei o último semestre da faculdade já com dores nas costas por ficar sentada durante os longos seminários, ia me arrastando fazer aulas para a carteira de habilitação e com oito meses tivemos nossa primeira viagem a três. Curtir cada minuto a barriga, senti cada enjoo na esperança que os meses passassem e os levassem de vez. Até que em março de 2010 nasce o meu menino, o tão desejado menino, nasce o Lucas que já fazia parte da minha vida desde sempre.

Carregando meu bebê nos braços terminei minha monografia, carregando meu bebê nos braços fui a minha formatura de colação, carregando meu bebê nos braços fiz tudo o que sempre sonhamos. Claro, que nem tudo são rosas, com a chegada do Lucas as finanças diminuíram, meu marido teve que trabalhar nos três expedientes para suprir as necessidades da família, a cama que antes era de dois passou a ser pequena para três, as noites de romances foram nos primeiros meses substituídas por noites embalando a cria. Mas calma ai, tudo vale a pena!

Hoje, três anos após realizar o sonho de uma vida inteira, fico me perguntando se já estará na hora de ter um outro filho, como será quando formos quatro, como será multiplicar o amor materno.

Já estou pronta para ser mamãe novamente e tenho percebido que o marido também já está pronto, mas ainda não começamos de fato as tentativas, por que? Não sei. Só sei que ando sonhando novamente em receber "chutinhos". Deste ano não passa!

Filho é sinônimo de felicidade, de amor, de carinho de beijos... Mas também é sinônimo de preocupações, de cansaço, de dúvidas... Bendita a mulher que pode ser mãe e experimentar toda essa mistura de sentimentos.

Jamilly Lima é Formada em História, casada com o Marcos e mãe do Lucas, por enquanto! Autora do Blog "Mãe Para Sempre".